África do Sul considera vender doses já compradas da vacina de Oxford

No último domingo (7), a África do Sul anunciou a suspensão do uso da vacina de Oxford/AstraZeneca por apontar limitações de proteção contra variantes da Covid

Da Agência Reuters
10 de fevereiro de 2021 às 04:16
Vacina de Oxford/Astrazeneca
Vacina de Oxford/Astrazeneca
Foto: Luiz Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo (5.fev.2021)

 


O ministro da Saúde da África do Sul, Zweli Mkhize, disse, nesta quarta-feira (10) que vender as doses da vacina de Oxford/ AstraZeneca que o país já comprou é uma opção e que está sendo considerada.

"Por que não vender o AstraZeneca... bem, é uma opção", disse Mkhize em entrevista coletiva. "Vamos considerar isso... primeiro nossos cientistas devem nos dizer o que fazer com isso."

 

Suspensão

No último domingo (7), a África do Sul anunciou a suspensão do uso da vacina de Oxford/AstraZeneca em seu programa de imunização contra a Covid-19.

A decisão ocorre após a Universidade de Oxford informar dados que sugerem que duas doses da vacina fornecem "proteção mínima" contra a infecção leve e moderada da variante identificada pela primeira vez na África do Sul.

O governo pretendia distribuir a vacina da AstraZeneca aos profissionais de saúde em breve, depois de receber 1 milhão de doses produzidas pelo Serum Institute da Índia na segunda-feira.

Em vez disso, ela oferecerá as vacinas desenvolvidas pela Johnson & Johnson e Pfizer nas próximas semanas. Para especialistas, no entanto, a vacina da AstraZeneca também poderia ser distribuída.

"O que isso significa para o nosso programa de vacinação, que dissemos que começará em fevereiro? A resposta é que continuará", disse Mkhize em entrevista coletiva online.

 

(Reportagem de Wendell Roelf e Alexander Edição Vencida por Shri Navaratnam)