'Vacinaremos 100% da população até dezembro', diz Pazuello a senadores

Ministro garantiu que metade da população estará vacinada até julho

Will Marinho e Anna Gabriela Costa, da CNN, em São Paulo
11 de fevereiro de 2021 às 16:03 | Atualizado 11 de fevereiro de 2021 às 18:31

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse em sessão de debates com os senadores, nesta quinta-feira (11), que a imunização dos brasileiros contra a Covid-19 será feita por completa até dezembro de 2021. 

"Nós vamos vacinar o país em 2021. 50% até junho e 50% até dezembro da população vacinável. Este é o nosso desafio e é o que vamos fazer", garantiu Pazuello.

Ainda de acordo com o ministro, a pasta está com o planejamento de produzir 30 milhões de doses de vacinas/mês a partir de março.

“O que temos hoje em termos de vacina: Butantan fabricando a pleno com a capacidade de produzir até 11 milhões por mês. Astrazeneca - recebemos a primeira etapa do IFA e receberemos a segunda. Em março, teremos a capacidade estimada de 30 milhões de doses por mês”, explicou.

Amazonas

O ministro Eduardo Pazuello apresentou aos senadores a estratégia adotada pelo Ministério da Saúde para conter a crise de saúde no Amazonas, que atingiu o pico no início de janeiro, com a falta de oxigênio para os pacientes internados com Covid-19.

Pazuello reinterou que a pasta não tem “qualquer responsabilidade na gestão dos municípios e na fabricação de oxigênio”, mas, afirmou que o Ministério agiu rapidamente na tentativa de conter a crise de saúde no Amazonas.

“Ficou claro que o Ministério da Saúde nao tem qualquer competência para fabricação, tranporte e distribuição de oxigênio. Repito: qualquer competência, zero competência para gestão nos municípios. Mesmo assim agimos em conjunto, independente da lei dessa competência, e assim que começamos ganhar a guerra, pactuando juntos e não dividindo”, afirmou Pazuello. 

Ainda durante apresentação da estratégia adotada para socorrer  o Amazonas, Pazuello infornou que o plano estratégico enviado em dezembro, não costava falta de oxigênio.

"Eu recebi o planto estratégico do Amazonas em meados de dezembro, ainda não tinha nada sobre colapso de oxigênio, não tinha nem como saber. Você tem que estar preparado para ajudar imediatamente". 

"Com relação ao oxigênio no Amazonas já é uma estratégia definida, com relação à vacinação no Amazonas, é claro que a gente começa com uma estratégia em Manaus e em seguida para as áreas que precisam", acrescentou, ao falar sobre os próximos passos.