Saúde não reservará vacinas para segunda dose, diz Frente de Prefeitos

Grupo afirmou que governo apresentou garantias de que não terá problemas na produção dos imunizantes e, portanto, poderá aplicar todas as doses disponíveis

Natália André, da CNN, em Brasília
19 de fevereiro de 2021 às 11:40 | Atualizado 19 de fevereiro de 2021 às 12:43

Para dar agilidade ao Plano Nacional de Imunização (PNI), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse à Frente Nacional de Prefeitos (FNP) que, a partir da próxima remessa de doses de vacina contra Covid-19, em 23 de fevereiro, “a imunização será de 4,7 milhões de brasileiros”, e não mais da metade, como acontecia até agora, por causa do medo da não produção das doses de retorno.

A informação foi confirmada pouco depois pelo próprio Ministério da Saúde. A pasta explicou que prevê receber mais 21 milhões de doses do Butantan e 18 milhões de doses da Fiocruz em março e que usará essas unidades para a segunda dose.

Durante a reunião os prefeitos também pediram a Pazuello a inclusão de profissionais de ensino no PNI. O ministro afirmou, segundo a Frente de Prefeitos, que fará uma adaptação ao plano “o mais rápido possível, muito provavelmente, até março”.

As alterações não devem ser apenas na estratégia de vacinação, já que as mudanças também serão sentidas nos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), disseram os prefeitos.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, se reúne com a Frente Nacional de Prefeitos para discutir a vacinação contra Covid-19
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil (7.jan.2021)

Pazuello também teria dito aos dirigentes que “todos os leitos necessários, habilitados e usados serão pagos" e que "ninguém vai ficar com leito sem poder usar e sem receber pelo uso”.

O ministro da Saúde está reunido com a FNP desde as 10h desta sexta-feira (19), por videoconferência. O encontro foi solicitado na terça-feira (16), quando os prefeitos reclamaram da postura do ministro e pediram reuniões mais frequentes, além de informações mais claras.