Chegada de vacina da Pfizer depende do governo, diz ex-presidente da Anvisa

Dirceu Barbano, ex-presidente da Anvisa, ressalta que o ministério ainda não fechou a compra das doses por conta de impasses em clausulas do contrato

produzido por Renata Souza, da CNN em São Paulo (supervisionada por Juliana Alves)
23 de fevereiro de 2021 às 15:45 | Atualizado 24 de fevereiro de 2021 às 12:05

Mesmo com a aprovação em definitivo da vacina da Pfizer contra a Covid-19 no Brasil, Dirceu Barbano, ex-presidente da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), disse nesta terça-feira (23) que a chegada do imunizante ao país ainda depende de negociações com o Ministério da Saúde.

"A vacina da Pfizer ainda depende de acordo com o Ministério da Saúde e a disponibilidade de vacinas da empresa. O impasse para a compra se dá pela falta de experiência do governo para lidar com esse tipo de situação", disse Barbano em entrevista à CNN.

Sobre a discussão da não responsabilização da Pfizer em relação aos efeitos colaterais da vacina, o ex-presidente da Anvisa disse esperar "bom senso" de ambas as partes envolvidas na negociação para que o Brasil receba doses do imunizante.

“Se espera bom senso por parte da empresa e responsabilidade do governo para que esse impasse não inviabilize a chegada da única vacina com registro definitivo até agora no Brasil.”

(Publicado por Daniel Fernandes)