Presidente do Conass prevê semanas mais difíceis da pandemia entre março e abril

Carlos Lula, presidente do Conass, disse que esta é a pior fase da pandemia no país

Anna Satie, da CNN em São Paulo
25 de fevereiro de 2021 às 19:16 | Atualizado 25 de fevereiro de 2021 às 19:42
Carlos Lula, presidente do Conass e secretário de Saúde do Maranhão
Carlos Lula, presidente do Conass e secretário de Saúde do Maranhão, durante pronunciamento do Ministério da Saúde
Foto: CNN (25.fev.2021)

O presidente do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde), Carlos Lula, afirmou nesta quinta-feira (25) que espera as semanas mais difíceis da pandemia da Covid-19 nos próximos meses, em março e abril.

"A situação atual é de ligar o alerta, porque a gente vai viver em março e abril semanas difíceis, talvez as mais difíceis desde o início da pandemia", declarou.

Em pronunciamento ao lado do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e o presidente do Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde), Wilames Freitas Bezerra, Carlos Lula disse que esta é a pior fase da pandemia desde a confirmação do primeiro caso, há um ano. 

"Não é pouco dizer que esse é o momento mais difícil desde o início, desde a primeira confirmação em fevereiro de 2020 com um paciente em São Paulo. Nunca teve tantos estados com tanta dificuldade ao mesmo tempo, seja pela circulação das novas cepas, seja pelo cansaço da sociredade de estar vivendo isso há tanto tempo", disse. 

Lula disse que as secretarias estaduais e municipais estão trabalhando em conjunto com o governo federal para criar mais leitos, mas que só isso não seria o suficiente. 

"Só criar leitos não adianta, precisamos de ajuda da sociedade, de entender que não é hora de fazer festa, de estar junto, que o que a doença precisa é de ambientes fechados com pouca circulação de ar e muitas pessoas ao mesmo tempo", declarou. 

(*Com informações de Rachel Vargas, da CNN em Brasília)