Brasil registra mais 2.724 mortes por Covid-19, 2º maior número em toda pandemia

Este é o terceiro dia consecutivo com mais de 2.600 novas vítimas da doença no país

Anna Satie, da CNN em São Paulo
18 de março de 2021 às 19:56 | Atualizado 18 de março de 2021 às 20:24

O Brasil confirmou nesta quinta-feira (18) mais 2.724 mortes por Covid-19 em 24 horas, o segundo maior número em toda a pandemia. O aumento só foi menor que o registrado na última terça-feira (16), quando 2.841 mortes entraram na contagem.

Com a atualização, o país chegou a 287.499 vítimas da doença causada pelo novo coronavírus.

Funcionária de cemitério em Manaus durante pandemia da Covid-19
Foto: Bruno Kelly/Reuters (31.dez.2020)

Este é o terceiro dia consecutivo em que os óbitos ficam acima de 2.600. Só desde terça-feira (16), foram 8.213 novas vítimas. A média móvel de mortes atingiu a 23ª máxima consecutiva, ficando em 2.086 nos últimos sete dias. 

Também foram registrados mais 86.982 casos, totalizando 11.780.820. 

Dezesseis estados e o Distrito Federal estão com ocupação de leitos de UTI acima de 90%, o que já configura colapso por especialistas ouvidos pela CNN.

A situação é ainda mais grave em três unidades da federação: Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Rondônia estão com todos os leitos ocupados e pacientes graves têm de esperar para serem atendidos. 

A situação drástica do sistema de saúde cobra medidas mais duras nas principais capitais do país. Em São Paulo, a prefeitura antecipou cinco feriados para tentar diminuir a circulação de pessoas. A cidade confirmou mais cedo a primeira morte causada por falta de leito disponível

No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (DEM) disse não descartar a possibilidade de “fechar tudo” e nem de promover barreiras sanitárias. Algumas das medidas devem ser anunciadas já nesta sexta-feira (19). 

Em todo o país, ao menos 18 estados adotaram toque de recolher.

De acordo com um levantamento da CNN, o avanço da vacinação nos grupos prioritários causou a queda nos novos casos de Covid-19 registrados por mês entre profissionais de saúde. A média de novos diagnósticos por mês caiu mais de 36% em comparação aos dois últimos meses de 2020. 

Entre a população geral, porém, esse efeito ainda não pode ser verificado. Só nesses três meses de 2021, já foram registrados mais da metade de todos os casos confirmados em 2020. Até o começo desta quinta-feira, 10,9 milhões de pessoas haviam recebido a primeira dose do imunizante, o que equivale a pouco mais de 5% dos brasileiros. 

(*Com informações de André Rosa, da CNN em São Paulo)