Governadores querem suspensão de cirurgias eletivas na rede privada

Chefes dos Executivos estaduais pedem também esforço diplomático para importação emergencial de anestésicos

Fernando Molica
Por Fernando Molica, CNN  
18 de março de 2021 às 18:14 | Atualizado 18 de março de 2021 às 18:25
CTI Covid-19 Hospital das Clínicas de Porto Alegre
Pedido ocorre em meio à alta na demanda por leitos em todo o país
Foto: Silvio Ávila / HCPA/Divulgação

O esboço da carta que governadores pretendem enviar na sexta-feira (19) para o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) prevê, além do pedido de esforço diplomático para importação emergencial de anestésicos, sugestão para que o governo federal proíba a realização de cirurgias eletivas por hospitais privados até que a pandemia de Covid-19 seja controlada.

Nesta sexta (19), o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), publicará decreto que impede essas intervenções na rede particular do estado, que poderá manter procedimentos em caso de emergências.

Na avaliação de governadores, as cirurgias eletivas diminuem os leitos disponíveis e ainda geram maior consumo de produtos como anestésicos e oxigênio.

No documento, os governadores alertarão para a dificuldade de a indústria nacional fornecer anestésicos usados na intubação de pacientes vítimas da Covid-19 e ressaltarão que a importação convencional demora cerca de 45 dias.

Daí a necessidade, na avaliação deles, de que o Palácio do Planalto atue de maneira direta, faça contato com chefes de governo e libere aviões da FAB para o transporte do material.

A carta será dirigida a Bolsonaro por conta do processo de transição no Ministério da Saúde. Ainda não há data para a posse do futuro titular da pasta, Marcelo Queiroga.