São Paulo registra 107,6% mais internações por Covid em um mês

Segundo o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde, é o 20º dia de recorde consecutivo no número de internados

Giovanna Bronze e Julyanne Jucá, da CNN em São Paulo*
19 de março de 2021 às 11:25
Equipe médica cuida de pacientes em área de emergência de hospital
Equipe médica cuida de pacientes em área de emergência de hospital
Foto: Diego Vara/Reuters

Em São Paulo, 26.941 pessoas estão internadas por Covid-19 no estado, segundo o boletim epidemiológico de quinta-feira (18). Já um mês atrás, em 18 de fevereiro, o total no estado era de 12.974. Nesse período, o número de pessoas hospitalizadas aumentou 107,6%. Das 26.941 pessoas internadas, 15.531 estão em leitos de enfermaria e 11.410 em UTI.

De acordo com o boletim epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde, é o vigésimo dia de recorde consecutivo no número de internados, desde 27 de fevereiro.

Nos últimos sete dias, São Paulo registrou a média diária de 24.472 pessoas internadas no total. Na semana anterior, a média era de 19.831 - o que resulta no crescimento de 23,4% nas internações. Já duas semanas atrás, a média registrada foi de 16.302 - apresentando, agora, aumento de 50,1%.

São Paulo, inclusive, ultrapassou a marca de mais de 26 mil pessoas internadas apenas um dia após atingir a marca de 25 mil. Mesmo com as altas dos pacientes, 1.061 leitos foram ocupados de um dia para o outro.

Em apenas 24 horas, o Estado de São Paulo registrou nesta quinta-feira 3.380 novas internações por Covid-19. Esse é o número mais alto de novas internações desde o início da pandemia.

Nos últimos sete dias, o estado registrou a média de 2.926 novas internações por dia. Esse número é 19,5% maior do que a média da semana anterior, de 2.449.

Em meio aos recordes de internação, São Paulo registra 90,6% dos leitos de UTI ocupados, segundo a Secretaria de Estado de Saúde, enquanto a região metropolitana de São Paulo registra a taxa de 91%. 

Entre os 645 municípios paulistas, 64 cidades registraram 100% de ocupação de leitos de UTI.

Com a baixa disponibilidade de leitos, a fila de transferência atinge diariamente a marca de mil e quatrocentos pacientes que aguardam por uma vaga.

De acordo com levantamento realizado pela CNN, pelo menos 71 pessoas morreram enquanto aguardavam um leito na Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (Cross). A cidade de São Paulo registrou, inclusive, a primeira morte na quinta-feira (18), de um paciente que aguardava por um leito na Zona Leste da cidade.

Nos hospitais privados, a situação também é preocupante: dois dos hospitais particulares mais relevantes da cidade de São Paulo estão com 100% dos leitos de UTI ocupados. São eles: São Camilo e Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Já o Hospital Alberto Einstein, por exemplo, está realizando diariamente a nova adequação de leitos - o que é feito para liberar espaço para pacientes com Covid-19 quando as projeções indicam 100% dos leitos dedicados para a doença ocupados. Só de terça para quarta-feira, 15 leitos foram adequados.

(*Com informações de Ludmila Candal e André Rosa)