Governador do Pará assina contrato para comprar 3 milhões de doses da Sputnik V

Helder Barbalho (MDB) divulgou em sua conta no Twitter a aquisição do imunizante após reunião com Fundo Soberano Russo; Anvisa ainda não autorizou uso no Brasil

Murillo Ferrari, da CNN, em São Paulo
20 de março de 2021 às 09:15 | Atualizado 20 de março de 2021 às 09:25
Helder Barbalho (E) anunciou compra de 3 milhões de doses da Sputnik V
Helder Barbalho (E), governador do Pará, anunciou a compra de 3 milhões de doses da Sputnik V
Foto: Bruno Cecim / Agência Pará

O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), anunciou em sua conta no Twitter a compra de 3 milhões de doses da vacina russa contra Covid-19, Sputnik V.

“Com grande alegria e satisfação, acabo de assinar o contrato de compra de 3 milhões de vacinas Sputnik V, vacina com mais de 91% de eficácia comprovada e sendo aplicada em mais de 50 países em todo o mundo”, disse Barbalho, em vídeo publicado em sua conta na rede social na noite de sexta-feira (19).

“Com essa vacina renovamos a esperança para ampliar o maior número de pessoas vacinadas para terem garantia à saúde, à vida, para a retomada da nossa economia e para que possamos vencer essa pandemia e o novo coronavírus”, completou.

Cada dose da Sputnik V custa cerca de US$ 10 (R$ 5,49 em conversão direta) e usa dois vetores de adenovírus diferentes em cada uma das duas doses.

A aquisição do lote de vacinas aconteceu um dia após a conferência virtual com integrantes do Fundo Soberano Russo e do Consórcio dos Governadores da Amazônia, para tratar da compra do imunizante.

A vacina Sputnik V, imunizante produzido pelo Instituto Gamaleya, ainda não possui liberação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para uso no Brasil.

Na sexta-feira (19), a Anvisa informou que ainda faltam documentos complementares para análise do uso emergencial da Sputnik V e deu prazo até 16 de maio para o recimento dessas informações. 

"Nessa data termina o prazo de 120 dias para cumprimento de exigências, conforme determina a Resolução RDC n° 204/2005, alterada pela resolução RDC n° 23/2015", disse a agência em nota. 

O pedido da farmacêutica brasileira União Química para uso emergencial do imunizante foi feito no dia 15 de janeiro.