'Não falta oxigênio em São Paulo', diz secretário de saúde da capital

Segundo ele, o que há é uma pressão na logística de distribuição devido ao aumento exponencial do consumo

Produzido por Juliana Alves, da CNN São Paulo
20 de março de 2021 às 15:14 | Atualizado 20 de março de 2021 às 15:18

 

Profissionais da saúde de São Paulo informaram que, por falta de oxigênio para tratar pacientes com Covid-19, pelo menos dez pessoas que estavam internadas na unidade de pronto-atendimento Ermelino Matarazzo tiveram que ser transferidas.  De acordo com o Secretário de Saúde da cidade de São Paulo, Edson Aparecido, o problema ocorreu na distribuição e não por falta do insumo.

“Não falta oxigênio. O que nós temos hoje é uma pressão na logística de distribuição”.

Segundo o secretário, na tarde de sexta-feira (19), a UPA Ermelino Matarazzo começou a usar o tanque de reserva e, enquanto o oxigênio não era reabastecido pela empresa, os médicos decidiram, por precaução, tranferir os pacientes. 

"O que aconteceu nesta UPA é que nós estávamos chegando ao limite do tanque que tem na unidade. A nossa equipe solicitou à empresa o reabastecimento por volta de 11 horas da manhã de sexta-feira (19). A empresa não conseguiu nos atender até o final da tarde, e aí a equipe médica tomou a atitude correta de fazer a transferência dos dez pacientes para o Hospital Itaquera.”

Edson Aparecido explica que a dificuldade na logística de distribuição é consequência de uma alta exponencial no consumo de oxigênio. “Para você ter uma noção, em uma unidade como esta, a gente abastecia de oxigênio uma vez por semana. Neste momento de pico da pandemia, nós estamos tendo que abastecer três vezes por dia”, disse.

A empresa responsável pelo fornecimento, White Martins, alega que não faltou oxigênio na unidade de saúde.

 

Medidas

O secretário afirmou ainda que a Prefeitura de São Paulo já está tomando medidas para sanar esse tipo de problema, entre elas conseguir novos fornecedores de oxigênio para a capital e alugar pequenas usinas de oxigênio.

Além disso, a prefeitura pediu a ajuda da Fiesp para coletar cilindos. “Estivemos em contato com a Fiesp para que nos ajudem a coletar cilindros de oxigênio porque o utilizado na indústria siderúrgica é o mesmo utilizado na saúde."