Correspondente Médico: Vacina brasileira agilizará imunização no país

Neurocirurgião Fernando Gomes avaliou que imunizante anunciado pelo Instituto Butantan terá produção mais independente

Daniel Corrá, da CNN, em São Paulo
26 de março de 2021 às 08:41

Na edição desta sexta-feira (26) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes comentou sobre a Butanvac, novo imunizante contra a Covid-19 que está sendo desenvolvido pelo Instituto Butantan, em São Paulo (SP). A vacina ainda precisa de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para começar a fazer os primeiros testes em humanos.

"Tendo uma vacina nacional, não dependeremos tanto do insumo internacional como observamos com as vacinas que estão sendo aplicadas no país", explicou o médico. "Sem dúvida, isso vai se refletir em logística para a gente turbinar o nosso processo de vacinação.
Testes vão ser necessários até chegar no braço dos brasileiros, mas, de qualquer forma, isso pode representar independência para acelerarmos o processo de produção e aplicação de vacina no país", completou.

Gomes ainda explicou que a produção local de uma vacina barateia os custos. As outras vacinas [usadas no Brasil] têm uma dependência de insumos que vêm do exterior. Isso faz com que tenhamos produção limitada por algo que não conseguimos ter controle. A partir do momento que temos isso dentro do território nacional, as coisas ficam muito mais fáceis em termos de conseguir escalonar de forma maior a produção da vacina e sua distribuição."

Profissional na sede do Instituto Butantan, local em que será fabricado a primeira vacina brasileira contra a Covid-19
Foto: CNN Brasil