Superferiado: Cidades do litoral paulista criam medidas para evitar aglomerações

Comércio não essencial está fechado na capital até o dia 4 de abril

Anthony Wells, da CNN, em São Paulo
28 de março de 2021 às 15:37 | Atualizado 28 de março de 2021 às 15:50

O ‘superferiado’ em São Paulo, adotado pelas autoridades como medida para restringir a circulação de pessoas e amenizar o contágio pela Covid-19, vai até o próximo domingo (4). Prefeitos do litoral implementaram medidas para tentar evitar a entrada de turistas na região. 

A Baixada Santista está em lockdown desde a última terça-feira (23) até o dia 4 de abril. E ao menos cinco cidades do litoral paulista, entre elas Guarujá e Santos, criaram barreiras sanitárias nas entradas dos municípios para evitar a entrada de turistas.

“Veículos que não sejam de Guarujá ou Vicente Carvalho, ou cujos ocupantes não tenham imóvel na cidade e não morem em nossa cidade, terão que retornar”, disse o prefeito de Guarujá, Válter Suman (PSB).

O comércio da capital e região metropolitana também teve que se adaptar ao período e apenas os serviços essenciais permanecem funcionando. 

Mas os impactos da pandemia estão sendo bastante sentidos pelo empresariado. Marcello Lage, sócio de uma fábrica de pães de queijo, conta que as vendas de seu negócio caíram 60% ao longo da pandemia, mas felizmente conseguiram permanecer com todos os funcionários. Segundo ele, o faturamento está no limite e é o suficiente apenas para arcar com a folha de pagamento e demais custos da empresa.

“Estamos sempre acompanhando as novas deliberações e vamos nos adaptando à cada nova medida” diz, Lage 

Durante o superferiado, as máquinas das fábricas permanecerão desligadas, mas enquanto isso, as lojas estarão abertas apenas para retiradas nas modalidades viagem ou por drive-thru.