Vacina da Janssen pode acelerar imunização no país, diz ex-presidente da Anvisa

Farmacêutico Dirceu Barbano comentou reunião da agência brasileira sobre o uso emergencial do imunizante da Johnson & Johnson

Produzido por Layane Serrano, da CNN, em São Paulo
31 de março de 2021 às 15:33

O farmacêutico e ex-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) Dirceu Barbano afirmou nesta quarta-feira (31), em entrevista à CNN, que a autorização para uso emergencial da vacina da Janssen pode acelerar a imunização no Brasil por ter aplicação em dose única. 

"O problema da necessidade de duas doses é que se tem, na primeira dose, estímulo do sistema imunológico e um determinado nível de imunização. A segunda é um reforço, que estimula novamente o sistema imunológico para chegar àquele grau de imunidade desejado", explicou. "No caso das vacinas com uma dose só, o estímulo necessário já acontece para que tenhamos a resposta desejada."

Barbano apontou que a aplicação de uma única dose gera ganho de tempo, já que as pessoas ficam totalmente imunizadas de forma mais rápida, além de agilizar na logística de entrega das vacinas. "Há um ganho, sim, em vacinas com aplicação de dose única, essa e outras que cheguem ao mercado."

Vacina Johnson & Johnson/Janssen
Foto: Saulo Angelo/Futura Press/Estadão Conteúdo

Anvisa aprovou uso emergencial da vacina

A Anvisa liberou nesta quarta-feira (31) o uso emergencial da vacina da Janssen, braço farmacêutico da Johnson & Johnson, contra o novo coronavírus. 

A Janssen havia solicitado o uso emergencial de seu imunizante contra a Covid-19 no Brasil na quarta-feira (24). Com a decisão da agência, a vacina pode agora ser aplicada na população brasileira.

A entrega de 38 milhões de doses do imunizante, que faz parte do Plano Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, deve começar em julho – até setembro, devem ser entregues 16,9 milhões de doses; depois, de outubro a dezembro, são esperadas mais 21,1 milhões de doses.