AstraZeneca: pessoas que tiverem trombose receberão 2ª dose de outra vacina

Ministério da Saúde ressalta, porém, que casos de trombose são raros

Gregory Prudenciano, da CNN, em São Paulo
16 de abril de 2021 às 15:57 | Atualizado 16 de abril de 2021 às 17:35

 

O Ministério da Saúde informou nesta sexta-feira (16) que pessoas vacinadas com o imunizante produzido em parceria com a Universidade de Oxford e a AstraZeneca e que apresentarem trombose não deverão receber a segunda dose desta vacina, mas serão imunizados com a vacina de outro laboratório. 

Nestes casos, a complementação da segunda dose será por uma vacina "que não tenha plataforma de vetor viral", segundo informe técnico da pasta. No Brasil, as vacinas Oxford/AstraZeneca são produzidas pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Trata-se uma precaução diante de casos de trombose reportados mundo afora. No Brasil, os dados do e-SUS notificam 0,89 casos a cada 100 mil doses da vacina Oxford/AstraZeneca aplicadas, o que faz o Ministério da Saúde classificar como "raros" eventos do tipo. A pasta reforça que ainda "não há comprovação de associação causal com a vacinação" e que o perfil de risco-benefício da vacina "ainda é favorável".

No documento, o ministério recomenda que profissionais da saúde "fiquem atentos a sinais e sintomas de trombose ou tromboembolismo" e alerta que pacientes que apresentarem complicações do tipo devem procurar atendimento médico imediato. 

De acordo com o Vacinômetro do Ministério da Saúde, 17,4% das doses de vacinas contra a Covid-19 aplicadas no Brasil da AstraZeneca, o equivalente a 5,62 milhões de doses. Todas as outras doses (26,77 milhões, ou 82,6%) são da Coronavac, produzida em parceria do Instututo Butantan com o laboratório chinês Sinovac. 

Na quinta-feira (15), reportagem da CNN mostrou que na cidade do Rio de Janeiro já há relatos de pessoas aptas a receberam doses da vacina contra a Covid-19 que estão rejeitando o imunizante feito pela Fiocruz. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) atribui o fenômeno à desinformação. 

Vacina de Oxford/Astrazeneca
Vacina de Oxford/Astrazeneca
Foto: Luiz Lima Jr./Fotoarena/Estadão Conteúdo (5.fev.2021)