Mais de 1 milhão de cirurgias eletivas foram adiadas no Brasil em 2020 

De acordo com levantamento de associação, houve queda de 59,8% dos procedimentos em relação a 2019

Tiago Américo, da CNN, em São Paulo
19 de abril de 2021 às 21:52 | Atualizado 20 de abril de 2021 às 18:20

Mais de 1 milhão de cirurgias eletivas foram adiadas em 2020 por causa da lotação dos hospitais e dos riscos aos pacientes em meio à pandemia de Covid-19. De acordo com uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para a Saúde (Abraidi), a queda nos procedimentos foi de 59,8% em relação a 2019.

O levantamento aponta também que 92% dos empresários fornecedores de insumos para o setor de saúde tiveram que fazer ajustes para enfrentar a crise.

Das 300 empresas analisadas, a queda no faturamento durante o ano de 2020 foi de, em média, 50,8% em relação ao ano anterior.

Recomendação médica

Cirurgião plástico há quatro anos e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), Leandro Faustino viu as marcações de cirurgias despencarem desde o começo da pandemia. Em maio de 2020 a queda foi de mais de 50% em relação ao mês anterior.

Apesar da queda nos atendimentos, com o novo pico de contaminação em março deste ano, o próprio médico orienta seus pacientes sobre os riscos envolvidos nos procedimentos.

"Há o risco de a paciente contrair o vírus no pós-operatório, então, além das complicações possíveis da cirurgia plástica, estaríamos adicionando outras relacionadas à Covid-19", afirmou o profissional da saúde. 

Leitos para cirurgias
Pesquisa avaliou o impacto econômico do adiamento de cirurgias eletivas
Foto: Reprodução/CNN