Sem doses, 6 capitais brasileiras suspendem uso da Coronavac em imunização

O problema afeta Porto Velho (RO), Porto Alegre (RS), Aracaju (SE), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Fortaleza (CE)

Julyanne Jucá, da CNN, em São Paulo
02 de maio de 2021 às 18:15
Frasco com Coronavac, vacina contra Covid-19, em São Paulo
Frasco com Coronavac, vacina contra Covid-19, em São Paulo
Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo (2.mar.2021)

Pelo menos seis capitais brasileiras suspenderam uso da Coronavac na vacinação contra Covid-19 por falta de doses, segundo levantamento da CNN junto às secretarias municipais de Saúde, realizado neste domingo (2).

O problema afeta Porto Velho (RO), Porto Alegre (RS), Aracaju (SE), Recife (PE), Rio de Janeiro (RJ) e Fortaleza (CE).

Na cidade do Rio de Janeiro, a paralisação afeta a aplicação da primeira e da segunda doses da Coronavac. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a cidade manteve a vacinação com reserva técnica, porém, o estoque se esgotou. Além disso, sem novas remessas, será preciso adiar a aplicação da segunda dose por dez dias. Ficará mantida a vacinação com a segunda dose de Coronavac somente acamados e idosos acima de 70 anos.

Nas demais capitais, há falta de vacinas para a segunda dose. Em Porto Velho, por exemplo, a Secretaria Municipal de Saúde informou que espera uma nova remessa, que deve chegar na semana que vem. A segunda dose da vacina AstraZeneca para pessoas com mais de 80 anos continua.

Em Aracaju, a suspensão ocorreu no último dia 24. A Secretaria Municipal de Saúde informou que aguarda a segunda dose da Coronavac para estabelecer um novo cronograma para quem já recebeu a primeira dose.

Em Recife, a prefeitura vai remarcar a segunda dose para quem fez agendamento entre 29 de abril e 9 de maio. A vacinação com a AstraZeneca, porém, segue normalmente, assim como em Porto Alegre e em Fortaleza.

Butantan entrega 420 mil doses da Coronavac

Na sexta-feira (30), o Instituto Butantan entregou 420 mil doses da vacina Coronavac contra a Covid-19 ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). 

O novo lote diminui o número de doses pendentes de repasse ao Ministério da Saúde. O governo paulista firmou um contrato com a União que prevê a distribuição de 46 milhões de doses da vacina até o dia 30 de abril, mas, com a paralisação da produção no início do mês e o atraso da China no envio dos insumos, o estado precisou solicitar a ampliação do prazo para cumprir o cronograma na próxima semana.

A partir deste mês, o governo de São Paulo precisará retomar os altos níveis de produção da vacina para cumprir com o acordo de 54 milhões de doses disponibilizadas para o PNI no segundo semestre deste ano.