Fiocruz vai suspender produção de vacina, mas não prevê atraso em entregas

O plano de entrega de 100 milhões de doses do imunizante da Oxford/AstraZeneca até o fim de julho está mantido

Pedro Duran, da CNN, no Rio de Janeiro
17 de maio de 2021 às 20:49 | Atualizado 17 de maio de 2021 às 21:13

Mesmo com a expectativa de envio ao Brasil de duas remessas de insumos para a produção da vacina de Oxford e da AstraZeneca, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) precisará suspender a produção de imunizantes na quarta-feira (19), justamente pela falta do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA).

Ficarão sem funcionar os equipamentos que misturam os ingredientes, fazem o envase e a rotulagem, etapas que correspondem à primeira semana de produção da vacina. As máquinas que fazem os testes de esterilidade, estabilidade e produtividade seguirão operando para testar as 18 milhões de doses da vacina que já estão em produção.

A produção deve ficar suspensa por seis dias. O voo da transportadora Cargolux deixará Xangai, na China, com destino ao aeroporto do Galeão na sexta-feira (21). A previsão é que esteja tudo pronto para a retomada da produção na manhã de terça-feira (25). O carregamento de IFA deve permitir a preparação de 12 milhões de doses da vacina de Oxford.

Apesar de ter de ficar seis dias sem produzir, a Fiocruz diz que não vai atrasar a entrega das doses para o SUS. À CNN, o vice-presidente de Produção e Inovação da Fiocruz, Marco Krieger, disse que o plano de entregar as 100 milhões de doses até o fim de julho está mantido.

Para isso, a chegada do IFA no sábado é fundamental. Krieger diz que a chance de um novo atraso envolvendo essas duas remessas é "zero".

Frasco com vacina de Oxford/AstraZeneca
Foto: Benoit Tessier/Reuters (5.mar.2021)