Saúde discute plano nacional de barreira sanitária para evitar novas cepas

Preocupação maior é com a mutação do coronavírus originária na Índia; Marcelo Queiroga recebeu sugestões do secretário municipal de São Paulo

Thais Arbex
Por Thais Arbex, CNN  
22 de maio de 2021 às 12:54 | Atualizado 22 de maio de 2021 às 18:32

O Ministério da Saúde está discutindo um plano nacional de barreiras sanitárias para evitar a disseminação de novas cepas da Covid-19 pelo país, principalmente da originária na Índia. Neste sábado (22), após de participar de uma reunião, por videoconferência, com o secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido, para discutir medidas de controle, o ministro Marcelo Queiroga afirmou à CNN que a proposta apresentada por São Paulo “está alinhada com o entendimento do ministério” e “servirá de base para uma ação nacional”.

O plano sugerido por São Paulo prevê uma série de barreiras sanitárias para viajantes oriundos do estado do Maranhão, onde foi detectada a nova variante, e também da Argentina. Entre as medidas discutidas, está a triagem de passageiros nos aeroportos Campo de Marte, Congonhas e Cumbica.

Por ser a principal porta de entrada de viajantes de todo o mundo, o aeroporto de Guarulhos e, consequentemente, a cidade de São Paulo, são focos de preocupação quanto à disseminação do vírus e mutações que possam ocorrer.

Passageiro chega a aeroporto internacional do Galeão no Rio de Janeiro
Foto: Ricardo Moraes.25.mar.2020/ Reuters

 

“O tema já estava em discussão no Ministério da Saúde e a proposta apresentada pelo Secretário Edson Aparecido está alinhada com o entendimento do MS e servirá de base para uma ação nacional”, disse Queiroga à CNN.

Também participaram do encontro da manhã deste sábado o prefeito de Guarulhos, Gustavo Henric Costa, e representantes da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Plano de ação rodovias e Terminal rodoviário Tietê (21 de maio de 2021)
Foto: Reprodução / CNN

A ideia é que, tão logo desembarquem, os viajantes que tenham essas localidades como origem sejam obrigados a apresentar um teste PCR negativo para a Covid-19 e que, em parceria com a Anvisa, seja feita uma triagem para possível detecção de sintomáticos respiratórios.

Os passageiros sintomáticos serão levados para unidades de saúde, onde será feita a testagem com RT-PCR. Em caso positivo do exame, serão isolados por dez dias, a partir do início dos sintomas. A proposta também prevê a emissão de alertas sonoros e visuais nos aeroportos sobre sintomas, forma de prevenção e contenção da doença.

Plano de ação em aeroportos apresentado por São Paulo (21 de maio de 2021)
Foto: Reprodução / CNN

De acordo com o ministro Marcelo Queiroga, o plano de testagem na coletiva recém-apresentado pela pasta será importante para o enfrentamento à pandemia. Anunciado nesta sexta (21), a ação é dividida em três eixos. Um deles é a realização de testes em sintomáticos; o segundo, em assintomáticos, por busca ativa em locais de grande circulação de pessoas e profissionais mais expostos ao risco; e o último é a soroprevalência, que permite o acompanhamento epidemiológico dos casos.