Rio receberá carga de 500 mil testes rápidos para detecção de Covid-19

Primeiro caso de nova cepa vinda da Índia foi detectada nesta semana; paciente passa bem

Marcela Monteiro e Stéfano Salles, da CNN, no Rio de Janeiro
28 de maio de 2021 às 11:22 | Atualizado 28 de maio de 2021 às 13:19
teste rápido para detecção de Covid-19
Profissional da saúde conduzindo teste rápido para detecção de Covid-19
Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo (15.jun.2020)

A cidade do Rio de Janeiro espera a chegada de 500 mil testes rápidos de antígeno para a detecção do novo coronavírus. A expectativa foi anunciada pelo secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, nesta sexta-feira (28), em um momento no qual a Prefeitura aguarda definições da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), com relação ao estabelecimento de novas medidas sanitárias em portos, aeroportos e rodoviárias da cidade.

A discussão ocorre em meio à descoberta, na quarta-feira (26), do primeiro caso da nova cepa originária da Índia no estado. 

Segundo o secretário, o Ministério da Saúde também fará uma nota técnica sobre ações de bloqueio da nova linhagem. O caso identificado é de um morador de Campos dos Goytacazes, no norte fluminense. Ele tem 32 anos, chegou ao país no sábado (22), vindo da Índia, onde estava desde quatro de abril. Ele chegou ao país pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, onde foi testado, e embarcou em um voo para o Rio de Janeiro antes que saísse o resultado do exame. 

No Rio, pernoitou em um hotel e seguiu para Campos dos Goytacazes de carro. Ele retornou da cidade para a capital, onde cumpre o isolamento em um hotel. Segundo a secretaria municipal de Saúde, 29 pessoas que tiveram contato com o passageiro foram monitoradas, testaram negativo, e seguirão em acompanhamento pela secretaria. Entre elas, estão funcionários do primeiro hotel onde ficou o paciente e passageiros do voo que tiveram contato com ele. Também são monitoradas 14 pessoas em Campos e outras duas em São Paulo, totalizando 45, 43 delas em território fluminense.

“Nós fizemos o rastreamento dos contatos, fizemos a testagem dos contactantes, e ninguém positivo. Há testes em toda a nossa rede municipal. Qualquer cidadão que tenha sintomas será testado, com antígeno, ou com RT-PCR, se for o caso. Isso aumenta nossa capacidade de detecção”, afirmou o superintendente de Vigilância em Saúde, Márcio Garcia.

Essas pessoas da rede de contato serão testadas novamente pela pasta. Segundo Garcia, o paciente que tem a cepa originária da Índia está bem e ficou apenas um pouco ansioso depois que a confirmação de seu quadro foi noticiada.

De acordo com o superintendente, além do acompanhamento da equipe da Secretaria Municipal de Saúde, ele é acompanhado permanentemente por um enfermeiro contratado pela empresa em que trabalha. 

Outros dois passageiros de 35 anos, que voltaram da Índia com o paciente, estão em monitoramento em Campos dos Goytacazes, pela Secretaria Municipal de Saúde. Eles foram testados nesta sexta-feira (28), para segundo exame. As amostras serão enviadas segunda-feira (31) ao Laboratório Central de Saúde Pública Noel Nutels (Lacen/RJ).

Otimismo com a vacinação 

O município celebrou ter alcançado a meta parcial de imunizar 40% da população vacinável em maio. Com isto, Soranz entende que cumprir o objetivo de proteger 90% até outubro é realista. 

“É uma expectativa muito factível. Metas de vacinação são objetivos do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, nós temos cobrado isso do Ministério da Saúde. Hoje o Rio é uma das capitais com a vacinação mais avançada. E, como todas as cidades recebem imunizantes proporcionalmente, isso se deve à logística e à nossa urgência em vacinar”, avalia. 

O secretário mostrou preocupação a proximidade do inverno, período no qual as gripes têm sazonalidade mais alta. “A única variável diferente que pode conter essa onda é a vacinação”, conclui Soranz.