Correspondente Médico: Segunda dose de vacina é essencial para a proteção total

Neurocirurgião Fernando Gomes explica porque a segunda aplicação da vacina, tomada na hora certa, garantirá a proteção correta contra a Covid-19

Raphael Florêncio, da CNN, em São Paulo
31 de maio de 2021 às 09:20

Na edição desta segunda-feira (31) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes repercute o dado da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo sobre as 500 mil pessoas que ainda não retornaram aos postos de vacinação para tomar a segunda dose da vacina contra a Covid-19.

“Você tem uma primeira dose que inicia sensibilizando o sistema imunológico e depois de um determinado período de tempo, 28 dias [no caso da Coronavac], ou três meses [no caso da AstraZeneca], a segunda dose, a depender de qual vacina está sendo aplicada, é a que estimula por completo o sistema imunológico garantindo uma proteção total próximo aos que os trabalhos científicos vêm mostrando.”

O neurocirurgião diz que com a primeira dose de qualquer imunizante, o indivíduo deve evitar qualquer tipo de relaxamento das medidas restritivas e manter-se fiel à higiene das mãos, uso de máscaras e distanciamento social.

"Com a primeira dose você já deu um primeiro passo no sentido de se proteger, porém se de fato for indispensável você ir a um hospital [ou a outro local que representa risco], faça isso com todas as medidas e cuidados relacionados à higiene e distanciamento social. Se não for estritamente necessário, a gente orienta que a pessoa não se arrisque porque ela ainda não vai estar com o sistema imunológico totalmente competente para combater o coronavírus, caso tenha contato.”

Especialista explica porque é essencial tomar a segunda dose de vacina contra a Covid-19 (31-05-2021)
Foto: Reprodução / CNN

As vacinas contra a Covid-19 garantem proteção porque previnem a doença, especialmente nas formas graves, reduzindo as chances de morte e internações.

Embora não impeçam o contágio e nem a transmissão do vírus, a vacinação é essencial, já que induz o sistema de defesa do corpo a produzir imunidade contra o coronavírus pela ação de anticorpos específicos, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).