Auxiliares de Queiroga veem espaço para manter contrato com Covaxin

A avaliação acontece a partir da necessidade de se avançar com a imunização no Brasil e pela escassez de vacinas no mercado mundial

Kenzô Machida, da CNN, em Brasília
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Auxiliares do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disseram à CNN, em caráter reservado, que, se houver espaço para corrigir possíveis irregularidades no contrato da Covaxin e manter a entrega das 20 milhões de doses da vacina indiana, o contrato com o governo Jair Bolsonaro pode ser mantido. A avaliação acontece a partir da necessidade de se avançar com a imunização no Brasil e pela escassez de vacinas no mercado mundial.

De acordo com esses mesmos auxiliares, o foco do Ministério da Saúde é adquirir o maior quantitativo de vacinas seguras e eficazes, desde que todos os contratos prezem pelo zelo com o dinheiro público. Para alguns integrantes da pasta, se o departamento jurídico encontrar irregularidades que possam ser sanadas, todos os esforços serão feitos nesse sentido para que o país garanta o recebimento das doses.

 

Relatos à CNN apontam que esse é exatamente um dos caminhos que o ministério pode seguir. A rescisão ou a suspensão do contrato por um período, até que tudo seja esclarecido, também é uma possibilidade avaliada. Os próximos passos vão depender da análise da consultoria jurídica da Saúde.

Além da consultoria jurídica interna, a CGU (Controladoria-Geral da União) também analisa o contrato. Técnicos do ministério disseram à CNN que quando o contrato para a compra da Covaxin foi fechado, ainda não havia um cenário claro sobre o recebimento de doses de outras vacinas. Eles reafirmam, também, assim como já disse o ministro Marcelo Queiroga, que apesar do empenho, nenhum pagamento foi feito até o momento.

Dose da vacina indiana da Bharat Biotech, de nome Covaxin
Dose da vacina indiana da Bharat Biotech, de nome Covaxin
Foto: Adnan Abidi/Reuters