JPMorgan lista Brasil entre os emergentes menos vulneráveis à variante Delta

Cingapura, Turquia, Índia e Brasil têm as jornadas mais curtas aos níveis pré-pandemia de mobilidade, de acordo com levantamento do banco

Rodrigo Campos, da Reuters
08 de julho de 2021 às 16:35
Movimento no comércio para o Dia das Mães, na cidade de Curitiba, PR, neste sába
Movimento no comércio na cidade de Curitiba (PR)
Foto: Eduardo Matysiak/Futura Press/Estadão Conteúdo

 

As economias das Filipinas, Peru, Colômbia, África do Sul e Tailândia estão entre as mais vulneráveis à variante Delta da Covid-19 nos mercados emergentes, principalmente devido aos baixos níveis de vacinação, mostrou uma análise do JPMorgan nesta quinta-feira (8).

A análise observa a disseminação da variante Delta do vírus em comparação com o ritmo de imunização, que em alguns países não está acelerando o suficiente para compensar as taxas mais altas de transmissão.

Mesmo se a variante Delta resultar em menores taxas de hospitalização e mortalidade, disse o relatório, poderá ocorrer pressão sobre os sistemas de saúde e um maior número absoluto de mortes, provavelmente aumentando cobranças sobre alguns governos para estender ou impor novamente restrições de mobilidade.

Uma nota separada da Oxford Economics mostrou forte recuperação da atividade econômica na América Latina devido aos ganhos em mobilidade.

A análise do JPMorgan concluiu que os limites mínimos de vacinação para que a mobilidade volte ao normal variam de país para país — portanto, é melhor considerar os resultados como desempenho relativo de um país para outro.

"As estimativas do modelo sugerem que Filipinas, Peru, África do Sul, Tailândia e Colômbia enfrentam as jornadas mais longas de volta aos níveis pré-pandemia de mobilidade, enquanto Cingapura, Turquia, Índia e Brasil têm as jornadas mais curtas."

Na América Latina, os governos têm menor probabilidade de impor ou aumentar restrições de mobilidade, disse o relatório.