Casos novos de Covid-19 estão no menor patamar desde fevereiro

Média móvel diária dos últimos sete dias ficou no menor nível, nesta sexta-feira (9), desde 20 de fevereiro

Gregory Prudenciano*, da CNN, em São Paulo
09 de julho de 2021 às 18:20 | Atualizado 09 de julho de 2021 às 18:25
UTI Covid-19
Estrutura de hospitais com leitos de UTI e enfermaria para o tratamento da Covid-19
Foto: CNN Brasil

A média móvel de casos de Covid-19 identificados diariamente nos últimos sete dias chegou nesta sexta-feira (9) ao menor nível desde fevereiro deste ano, segundo o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).

O índice ficou em 47.576 nesta sexta-feira. A última vez que a média móvel ficou abaixo deste número foi em 20 de fevereiro, com média diária de 47.056 novas infecções. 

Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou mais 1.509 mortes em decorrência da Covid-19, levando o total de vítimas fatais da doença para 531.688. No mesmo período, foram confirmados 57.737 casos de Covid-19, número que fez o total de infecções no país superar a marca de 19 milhões. Até agora, são 19.020.499 os casos identificados. 

São seis os estados brasileiros que já têm mais de um milhão de casos de Covid-19: São Paulo (3,85 milhões), Minas Gerais (1,85 milhão), Paraná (1,32 milhão), Rio Grande do Sul (1,25 milhão), Bahia (1,15 milhão) e Santa Catarina (1,07 milhão).

Diminuição do intervalo entre as doses

O imunologista e pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da USP Gustavo Cabral afirmou à CNN nesta sexta-feira que é "totalmente viável" diminuir o intervalo entre as aplicações de primeira e segunda dose das vacinas contra a Covid-19. 

Gestores públicos têm defendido que o espaço temporal entre as doses seja diminuído, à semelhança do que já está fazendo a prefeitura do Recife. Segundo Cabral, a bula da AstraZeneca, por exemplo, fala em intervalo entre 4 e 12 semanas. 

O Ministério da Saúde optou por aplicar a segunda dose três meses depois da primeira, "mas não quer dizer que isso não seja flexível", disse o especialista. 

Variante Delta

A Secretaria de Estado de Saúde (SES) do Rio de Janeiro confirmou que dez pessoas testaram positivo para o novo coronavírus após terem tido contato com outras duas infectadas pela variante Delta, residentes dos municípios de Seropédica e São João de Meriti, na Região Metropolitana. Até esta quinta-feira (8), o estado apenas monitorava oito pessoas que tiveram proximidades com os infectados. 

Monitoramento de variantes (21 de maio de 2021)
Foto: Reprodução / CNN

A SES confirmou que essas pessoas tiveram algum tipo de contato com o homem de 30 anos e com a mulher de 22 positivadas para a variante Delta. Elas já foram entrevistadas pelas vigilâncias de Saúde de Seropédica e de São João de Meriti, com apoio de agentes da vigilância estadual.

Número de mortes se aproxima do número de nascimentos no Brasil

O número de mortes no Brasil se aproximou, pela primeira vez na história, o de nascimentos durante os primeiros seis meses do ano, segundo um estudo realizado pela Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil). Os dados referentes ao primeiro semestre de 2021 foram divulgados nesta quinta-feira.  

De acordo com o levantamento, os cartórios brasileiros registraram 956 mil mortes até o final de junho, resultado 67,7% maior do que a média histórica. Já o número de nascimentos no Brasil foi de 1,3 milhões, o que retrata um aumento populacional de 368 mil pessoas. O crescimento populacional foi 59,1% menor do que o previsto para o período. 

*(Com informações de Amanda Garcia, Bel Campos,Thayana Araujo, Elis Barreto, Rayane Rocha e Lucas Janone, da CNN, em São Paulo e no Rio de Janeiro).