Países não devem pedir doses de reforço enquanto outros ainda precisam, diz OMS

Nações consideram terceira dose da vacina contra Covid-19, enquanto outras ainda não conseguiram imunizar profissionais da saúde

Reuters
12 de julho de 2021 às 13:52
Vacinação contra Covid-19 em navio na ilha de Gosaba, Índia
Vacinação contra Covid-19 em navio na ilha de Gosaba, Índia
Foto: Rupak De Chowdhuri/Reuters (12.jul.2021)

Os países não deveriam pedir doses de reforço para suas populações vacinadas enquanto outras nações ainda não receberam imunizantes contra a Covid-19, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (12).

O diretor-geral do órgão, Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse que as mortes aumentaram novamente com a pandemia de Covid-19, a variante mais transmissível Delta está se tornando dominante e muitos países ainda não receberam doses de vacina o suficiente para proteger seus profissionais de saúde.

Na semana passada, a organização disse que ainda não se sabe se um reforço de aplicação da vacina contra a Covid-19 será necessário até que mais dados sejam coletados.

"Não sabemos se as vacinas de reforço serão necessárias para manter a proteção contra a Covid-19 até que dados adicionais sejam coletados, mas a questão está sendo considerada pelos pesquisadores", disse a organização à agência Reuters.

"Há dados limitados disponíveis sobre quanto tempo dura a proteção das atuais doses das vacinas, se uma dose de reforço adicional seria benéfica e para quem", afirmou a Organização.

Nos Estados Unidos, a Pfizer planeja pedir aos reguladores locais que autorizem uma dose de reforço de sua vacina no próximo mês, segundo um dos cientistas da farmacêutica.

A intenção da dose extra tem base em evidências de maior risco de reinfecção seis meses após a inoculação e a disseminação do vírus altamente contagioso da variante Delta, de acordo com os cientistas da farmacêutica.