Prefeitura admite risco de transmissão comunitária da variante Delta em SP

Secretário Edson Aparecido afirmou à CNN que cidade espera que caso seja situação isolada

Tainá Falcão, da CNN, em São Paulo
14 de julho de 2021 às 20:25 | Atualizado 14 de julho de 2021 às 21:55
Monitoramento de variantes (21 de maio de 2021)
Monitoramento de variantes (21 de maio de 2021)
Foto: Reprodução / CNN

O secretário municipal de Saúde de São Paulo, Edson Aparecido (PSDB), confirmou à CNN em nota nesta quarta-feira (14) que há, sim, o risco de transmissão comunitária da variante Delta na capital paulista.

A conclusão ocorre diante de não ter sido possível identificar a origem da cepa de origem indiana em um paciente contaminado, que não viajou ou teve contato com pessoa vinda do exterior.

"Após a investigação epidemiológica, não foi possível identificar a origem da infecção. Dessa forma, pode-se considerar a possibilidade de transmissão comunitária da variante delta no Município de São Paulo"

Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo


Apesar dessa fala, o secretário de São Paulo descartou a hipótese de reduzir o intervalo de aplicação das doses de vacinas contra a Covid-19 na cidade. "O importante é vacinar com a primeira dose o mais rápido possível para reduzir a transmissão", argumenta Edson Aparecido.

O Instituto Butantan confirmou dois casos da variante Delta do novo coronavírus. Trata-se, diz o órgão, de um homem de 44 anos e de uma mulher de 30 anos, residentes no Vale do Paraíba e sem histórico de viagem. Ambos tiveram sintomas leves.

O Instituto Butantan notificou a Secretaria de Estado da Saúde para as ações de vigilância que informou as Vigilâncias Epidemiológicas dos municípios para monitoramento dos casos e contatos. Até então, no território estadual só havia confirmação de um caso autóctone de Delta na capital e outro importado do município de Campos dos Goytacazes, Rio de Janeiro.

O caso decisivo

De acordo com a Prefeitura de São Paulo, o paciente apresentou os primeiros sintomas em 19 de junho e não tem história de viagens ou de contato com viajantes.

"Foram identificados casos secundários do mesmo núcleo familiar que estão em investigação. Contudo, todos os casos relacionados evoluíram com manifestações clinicas leves, não sendo necessário internação", diz Aparecido, em nota, à CNN.

"Não houve viabilidade para análise das amostras colhidas do núcleo familiar, também foram investigados locais de trabalho e outros contatos próximos do caso", prossegue.