Saúde lança programa que prevê bolsas para supervisores de residência médica

Valor da residência deve ter uma reposição de 24% no valor dado por 60 horas semanais, e os preceptores receberão uma bolsa de R$ 1.500 reais

Camila Neumam, da CNN, em São Paulo
15 de julho de 2021 às 11:35
Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, assina a portaria que institui o Plano Naci
Foto: Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, assina a portaria que institui o Plano Nacional de Fortalecimento das Residências Médicas no SUS/Divulgação

O Ministério da Saúde lançou nesta quinta-feira (15) o Plano Nacional de Fortalecimento das Residências em Saúde. A iniciativa aumenta a oferta de vagas de residência para médicos e profissionais da saúde de outras categorias no Sistema Único de Saúde (SUS) e aumenta o valor da bolsa para residentes e preceptores (supervisores das residências de saúde). Segundo a pasta, serão dispendidos R$ 258 milhões para o plano.

O valor da residência deve ter uma reposição de 24% no valor dado por 60 horas semanais, e os preceptores receberão uma bolsa de R$ 1.500 reais de estímulo à pesquisa. Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, o pagamento a estes profissionais é uma novidade.

“Nós criamos essa forma de incentivo para que esses profissionais que ensinam as futuras gerações sejam reconhecidos. Não só no âmbito dos hospitais públicos, esse edital será colocado em âmbito público ele é transversal para todas as instituições que formam médicos. Em parceria com o Ministério da Educação, temos na Comissão Nacional de residência médica buscando uma atualização das matrizes de competência das residências. A medicina muda, as outras profissões também mudam e a necessidade de qualificação dos profissionais elas também ficam”, disse Queiroga.

O plano foi desenvolvido para ser executado em ciclos trienais, iniciando as atividades em 2021, e estruturado em três eixos norteadores.

O primeiro focado em ações de capacitação e qualificação profissional de residentes, preceptores e gestores de programas de residência em saúde, em forma de cursos, seminários, apoio à produção científica e outros processos formativos.

O segundo composto por ações de fortalecimento da capacidade técnica, da produção científica e da integração entre ensino e serviço para preceptores.

E o terceiro eixo será composto por ações de apoio às instituições na elaboração de projetos de residência em saúde e na condução de processos administrativos para a criação, reativação ou reestruturação de programas de residência em saúde elegíveis à concessão de financiamento de bolsas de residentes pelo Ministério da Saúde, em conformidade com necessidades e capacidades loco-regionais do Sistema Único de Saúde (SUS).