'Posso mudar todos os diretores de hospitais', diz Queiroga

Declaração vem após ministro da Saúde revogar a nomeação da médica Mara Pazzino para o comando do Hospital Federal de Ipanema

Pedro Duran, da CNN, no Rio de Janeiro
22 de julho de 2021 às 16:19 | Atualizado 22 de julho de 2021 às 16:49

 

Depois de revogar a nomeação da médica Mara Pazzino para o comando do Hospital Federal de Ipanema, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que pode mudar todos os diretores, superintendentes e secretários. E que tem autonomia para tomar essas decisões pelo cargo que ocupa.

A revogação da nomeação veio depois da revelação de que a médica apoiava tratamento para pacientes com Covid-19 com remédios sem eficácia comprovada, e questionava a aplicação de vacinas para tratar o coronavírus.

Em visita a uma clínica da família na zona Oeste do Rio, Queiroga disse que a nomeação de Mara não foi um erro e que está analisando os nomes de quem comanda os hospitais federais. “Não é questão de erro, essas decisões elas são tomadas baseadas em critérios técnicos e eu estou analisando todos os diretores para tomar as melhores decisões”, disse.

O ministro afirmou ainda que tem autonomia para mudar os subordinados da pasta. “Posso decidir mudar todos os diretores, eu sou ministro da Saúde e eu tenho autonomia para modificar todos os diretores, todos os superintendentes do Ministério da Saúde no Brasil inteiro e vou tomar todas as decisões que eu julgar adequadas, inclusive com os secretários do ministério também, ok?”, afirmou, antes que a entrevista coletiva fosse encerrada.

Queiroga cumpre agenda no Rio de Janeiro na tarde desta quinta-feira (22). Ele visita pontos de vacinação da região metropolitana do Rio de Janeiro e hospitais federais.

O comando desses equipamentos do governo Bolsonaro foi questionado por integrantes da Covid-19 depois do ex-governador Wilson Witzel ter sugerido que os hospitais “têm dono”. Esse é um dos pontos sobre o qual os senadores devem se debruçar na  volta dos trabalhos presenciais da CPI em agosto.

Ministro Marcelo Queiroga em visita ao Rio de Janeiro (22/07/21)
Foto: Pedro Duran / CNN