44% das cidades têm dificuldade em aplicar 2ª dose, diz confederação de municípios

O não comparecimento das pessoas aos postos de vacinação é um dos principais problemas enfrentados pelas autoridades

Da CNN

São Paulo

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Semanalmente, a Confederação Nacional de Municípios (CNM) realiza uma pesquisa junto aos gestores locais para identificar o avanço da vacinação contra a Covid-19 em todo o Brasil. O questionário é atualizado conforme a pauta mais urgente a ser avaliada. Na última sexta-feira (27), a CNM identificou que 44% das cidades estão tendo problemas com a aplicação da segunda dose.

“Um dado que chamou a atenção é que há problemas para as pessoas que tomaram a primeira vacina, tomarem a segunda. 44% dos municípios estão dizendo que estão tendo problemas para que as pessoas completem a sua vacinação”, revelou o consultor da área de Estudos Técnicos da CNM, Eduardo Stranz, à CNN.

Um dos problemas é o não comparecimento das pessoas. Em Pernambuco, por exemplo, mais de 400 moradores não voltaram aos postos de saúde na data agendada para retorno.

Para reverter a situação e garantir a cobertura vacinal, os gestores locais estão realizando campanhas de incentivo, bem como a busca diretamente em residências. “Como há o endereço dessas pessoas, os municípios estão indo à casa das pessoas tentando trazê-las para o posto para que tomem a segunda dose. Está havendo campanhas de comunicação nas rádios locais, nas rádios comunitárias. Muitos municípios [estão] usando SMS e WhatsApp para chamar esse público”, conta.

Stranz avalia, contudo, que há uma negligência do governo federal frente ao problema. “A gente vê poucas ações de comunicação do governo central que deveria também entrar nessa campanha como sempre foi feito em outros momentos, uma campanha massiva de comunicação nas televisões, nas rádios e nos jornais para mostrar que é necessário tomar a segunda dose.”

Fotos – vacinação no Brasil e no mundo

Outro desafio recorrente desde o início da vacinação contra a Covid-19 no Brasil é a escassez de doses. A pesquisa mais recente da confederação demonstrou que 15% a 20% não estão conseguindo avançar com a primeira dose por falta de imunizantes. Enquanto parte dos municípios se articula para aumentar a proteção dos grupos mais vulneráveis, idosos e imunossuprimidos, há cidades que estão iniciando a vacinação de adolescentes ou que permanecem tentando vacinar pessoas acima de 18 anos.

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