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    ‘97% das variantes que circulam em SP são do tipo Gamma’, diz secretário

    Edson Aparecido explica em entrevista à CNN as medidas adotadas para monitoramento das mutações do coronavírus na capital paulista

    Produzido por Layane Serrano, da CNN São Paulo

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    Em entrevista à CNN, o secretário de Saúde do município de São Paulo, Edson Aparecido, disse que há um mês e meio a capital monitora a entrada de passageiros vindos de estados onde foi detectada a variante da Índia (Delta), mas que, até o momento, a cepa que predomina na cidade é a Gamma. “Um estudo feito na semana passada mostra que 97% da variante que circula na cidade de São Paulo é a P.1 (ou Gamma), a chamada variante de Manaus”, afirma.

    Para garantir o acompanhamento, a secretaria implementou a triagem de passageiros no aeroporto de Congonhas. “Em particular, nos voos que chegam do Rio de Janeiro, Maranhão e Minas Gerais. As pessoas são triadas na saída do aeroporto. Aquelas que apresentam sintomas, nós imediatamente testamos no ônibus que fica fora do aeroporto e passamos a ter o controle destes pacientes com contato permanentemente.”

    “Já são mais de 700 voos monitorados e cerca de 80 mil pessoas foram triadas”, complementa.

    De acordo com informações do secretário, equipes da Saúde estão no Terminal Rodoviário Tietê, Bresser, Jabaquara, Barra-Funda e no Terminal de Cargas Fernão Dias.

    “Há mais de um mês e meio, 250 testes positivos foram colhidos na cidade e enviados para o Adolpho Lutz, Butantan e para o Instituto de Medicina Tropical da USP, onde foram feitos os sequenciamentos. Felizmente, até agora, nós não temos a circulação da variante Delta na cidade de São Paulo.”

    Edson Aparecido disse que a prefeitura, junto ao governo do estado, referendou um local para onde deverão ser encaminhados e isolados os portadores da cepa. “O Hospital de Guaianases vai receber pacientes exclusivos da variante da Índia que forem constatadas no sequenciamento genético”, explica.

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