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    A uma semana do fim da campanha, vacinação contra gripe tem menos de 40% de adesão

    Vacina contra o vírus influenza não é capaz de provocar gripe, ao contrário dos boatos que circulam nas redes sociais todos os anos

    Composição da vacina muda a cada ano, de acordo com as cepas do vírus que mais circulam no momento
    Composição da vacina muda a cada ano, de acordo com as cepas do vírus que mais circulam no momento Alf Ribeiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo

    Lucas RochaGabriele Kogada CNN

    em São Paulo

    A campanha nacional de vacinação contra a gripe teve início no dia 10 de abril e tem previsão de encerramento no dia 31 de maio. Até o momento, mais de 26 milhões de pessoas receberam a dose da vacina que protege o organismo contra o vírus influenza.

    A meta anunciada pelo Ministério da Saúde no início da campanha era de alcançar pelo menos 90% de cobertura vacinal entre os grupos prioritários. No entanto, dados da plataforma LocalizaSUS indicam que, a uma semana do fim do prazo, a adesão da população ao imunizante está em 37,78%.

    A vacina é disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Inicialmente, as doses foram oferecidas aos grupos prioritários que apresentam risco aumentado de agravamento pela doença.

    No dia 12 de maio, o ministério ampliou a disponibilização das vacinas a toda a população a partir de seis meses de idade. Os imunizantes utilizados no SUS são trivalentes, oferecendo proteção contra as três principais cepas do vírus em circulação. As doses são produzidas pelo Instituto Butantan e distribuídas para toda a rede pública de saúde.

    Até o momento, dois estados conseguiram vacinar mais de 50% da população alvo: Amapá e Paraíba. Com a maior população-alvo, São Paulo atingiu 34,41% de adesão. Enquanto o Acre apresenta a menor cobertura vacinal, de 15,70%.

    Por que vacinar todo ano?

    A composição da vacina muda a cada ano, de acordo com as cepas do vírus que mais circulam no momento, informadas nas orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). Como o vírus influenza sofre constantes mutações, é importante tomar a vacina atualizada todos os anos para manter a proteção.

    Para 2023, conforme a orientação da OMS, o imunizante será composto pelas cepas: Influenza A/Sydney/5/2021 (H1N1) pdm09; Influenza A/Darwin/9/2021 (H3N2); e Influenza B/Áustria/1359417/2021 (linhagem B/Victoria).

    A vacina contra o vírus influenza não é capaz de provocar gripe, ao contrário dos boatos que circulam nas redes sociais todos os anos. As doses são compostas por vírus inativados, portanto, não podem induzir o desenvolvimento da doença. Entre os possíveis efeitos da vacina estão uma sensação de dor no corpo ou eventual febre baixa, que tendem a desaparecer em poucos dias.

    O ministério destaca que as vacinas têm um perfil de segurança excelente e, geralmente, são bem toleradas. Manifestações, como dor no local da injeção, são comuns e ocorrem em 15% a 20% dos pacientes, sendo benignas e geralmente resolvidas em 48 horas.