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    Adesão a planos odontológicos sobe, mas número de procedimentos está em queda

    Estudo aponta crescimento embasado na queda do desemprego; pacientes voltam aos consultórios, mas em ritmo mais lento que no pré-pandemia

    Planos de adesão coletiva, principalmente, os empresariais, são os grandes responsáveis pelo crescimento do setor
    Planos de adesão coletiva, principalmente, os empresariais, são os grandes responsáveis pelo crescimento do setor Valter Campanato/Agência Brasil

    Stéfano SallesVitória Oliveirada CNN

    Rio de Janeiro

    O número de pacientes com plano odontológico no Brasil cresceu 13% em 2021, em relação aos números de 2019, último ano antes da pandemia de Covid-19. No entanto, apesar do crescimento do total de segurados, o número de procedimentos realizados apresentou queda de 5% quando comparados aos números de 2019.

    A conclusão é de um estudo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), que analisou dados da utilização de serviços odontológicos por parte de beneficiários entre 2019 e 2021.

    O total de segurados passou de 25 milhões em 2019 para 28 milhões em 2021. Contudo, de 2019 a 2021, o total de procedimentos anuais caiu passou 183 milhões para 174 milhões.

    Para o instituto, o fenômeno é produto da combinação entre dois fatores: a pandemia, que afastou os pacientes dos consultórios odontológicos, e a recente retomada econômica, com a queda do desemprego. Isto porque muitos contratos são produto de benefícios oferecidos pelas empresas aos funcionários.

    Superintendente-executivo do IESS, José Cechin detalha a movimentação que tem ocorrido no setor. “Houve uma retomada em 2021. O número cresceu, mas não chegou ao nível anterior à pandemia. As pessoas voltaram a fazer procedimentos, mas em um ritmo bem menor”, aponta Cechin.

    “A explicação para o aumento de adesões tem a ver com o custo relativamente baixo, canais de comercialização sem burocracia, e o desejo de mais empresas, especialmente pequenas e médias, que não conseguem oferecer um plano de saúde e buscam disponibilizar pelo menos um plano odontológico para essas pessoas”.

    A taxa de desocupação no Brasil ficou em 9,8% no trimestre encerrado em maio, segundo números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD Contínua), divulgada em junho pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Esse é o menor nível para o período desde 2015.

    Os planos de adesão coletiva, principalmente, os empresariais, são os grandes responsáveis pelo crescimento do setor. O grupo passou de 699 mil beneficiários em 2000 para 20 milhões em 2021.

    A pesquisa do IESS analisa os dados sobre as despesas líquidas de assistência odontológica. Na passagem de 2019 para 2020, houve queda de 19% nos custos com os procedimentos. Com a recuperação, de 2020 para 2021, o aumento foi de 16%.

    Em valores nominais, a movimentação financeira do ano com assistência à saúde odontológica foi de R$ 3,2 bilhões.

    O trabalho destaca ainda a importância de alertar a população sobre a importância da higiene bucal e dos trabalhos de conscientização, reforçados neste sétimo mês do ano, com a campanha julho neon, voltada para a saúde bucal.

    O período foi escolhido para a campanha de prevenção porque os meses de férias escolares são percebidos como mais propícios para os procedimentos. Especialmente os relacionados à prevenção. Em 2021, 45% dos procedimentos realizados (78 milhões) foram de natureza preventiva.

    “É um conjunto de ações. Tudo o que tem que ser feito precisa ser repetido, para que as pessoas internalizem. Especialmente crianças, pais e mães, que precisam assimilar a importância do cuidado bucal”, conclui o superintendente-executivo do IESS.