Ainda não se sabem os impactos da nova variante em infectados, diz pesquisadora

Marilda Siqueira ainda afirmou que as mutações presentes na variante levam os especialistas a terem grande preocupação com ela

Produzido por Layane Serranoda CNN

Em São Paulo

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A linhagem B.1.1.529 do novo coronavírus, agora batizada de Õmicron, foi identificada pela primeira vez em Botsuana, no sul da África, e tem preocupado cientistas por ter muitas mutações que podem conferir vantagens ao vírus. Segundo a pesquisadora da Fiocruz Marilda Siqueira, até o momento, não se sabe os impactos da nova variante em infectados.

“Todo o processo do que significa essas mutações, em termos de aumento de transmissibilidade, potenciais casos de reinfecção e como será a resposta da vacina ainda está sendo estudado. Ainda não temos dados robustos e concretos para mostrar sobre essa nova variante, que foi predominantemente descoberta na África do Sul. O que se vê lá é o aumento no número de casos. No entanto, o impacto da variante em hospitalizações e pessoas já vacinadas ainda não está determinado”, afirmou a pesquisadora.

Marilda Siqueira ainda afirmou que as mutações presentes na variante levam os especialistas a terem grande preocupação com ela.

“A variante apresenta em torno de 30 mutações no gene da proteína spike e regiões de outros genes também apresentam mutações importantes. Algumas delas já estavam presentes em outras variantes de preocupação que foram detectadas, mas a maioria das mutações são novas. As mutações encontradas em alguns genes nos levam a ter uma grande preocupação com essa variante”, afirmou a pesquisadora.

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