Análise descarta duas das quatro suspeitas de nova cepa do coronavírus no Brasil

Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo faz a investigação dos casos

Exame para identificar o coronavírus
Exame para identificar o coronavírus Foto: Ernesto Carriço/Enquadrar/Estadão Conteúdo

Giovanna Bronze, da CNN, em São Paulo

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Dos quatro casos suspeitos da nova variante do coronavírus, que foi detectado no Reino Unido, dois foram descartados. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (4), após investigação e análise realizada pela Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo.

As outras duas amostras ainda estão em processamento, portanto, ainda não há resultado que confirme a presença da cepa no Brasil. O Instituto Adolfo Lutz realiza a investigação.

Em 31 de dezembro, o laboratório privado Dasa anunciou que identificou a cepa B.1.1.7 do SARS-CoV-2 em pacientes, feita por sequenciamento genético do vírus. As amostras foram então encaminhadas.

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Detectado pela primeira vez no Reino Unido, a nova cepa já foi encontra em pelo menos 37 países. Estudos indicam que a variante pode ser mais transmissível.

Em nota divulgada no domingo (3), a Secretaria de Estado de Saúde informou que os resultados de análise seriam divulgados nesta segunda-feira. No entanto, até o momento, foi apenas divulgado que duas amostras ainda estão em análise.

“É importante ressaltar que não está cientificamente provado que a linhagem destas amostras é mais virulentas ou tem maior poder de transmissibilidade”, disse a pasta na época.

Até o momento, a Secretaria de Saúde ainda não enviou uma nota atualizada sobre os resultados das investigações feitas pelo Adolfo Lutz pois os mesmos seguem em processamento. Ou seja, até a divulgação da informação, ainda não foi confirmada a presença da nova variante do coronavírus no Brasil.

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