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    Angústia profunda por “apagão digital” é alerta para a saúde mental, diz médico

    No quadro Correspondente Médico, Fernando Gomes explicou como a desconexão forçada das redes sociais dá a mesma sensação de amputação para algumas pessoas

    Da CNN* Em São Paulo

    Na edição desta terça-feira (5) do quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes falou sobre a angústia que o apagão nas redes sociais pode ter causado em muitas pessoas e por que isso é um sinal de alerta para a saúde mental. Na segunda-feira (4), WhatsApp, Facebook e Instagram ficaram fora do ar por quase sete horas.

    O médico explicou que ser “desconectado” subitamente das redes sociais traz uma sensação semelhante à de amputação. “É natural que muitas pessoas de fato apresentem sofrimento”, afirmou.

    “Existe até um nome, não exatamente para a questão de rede social, mas quem tem medo de ficar distante do celular: nomofobia. O indivíduo chega a ter verdadeira crise, muitas pessoas precisam até fazer terapia por conta disso.”

    O médico destacou ainda que a vivência diária nas redes sociais acostuma o cérebro. “Por isso, a gente tem essa sensação de uma amputação de poder e, com isso, o sistema límbico sofre e muitas pessoas manifestam ansiedade e decepção.”

    Para Gomes, ficar offline por muitas horas é uma oportunidade de estimular o nosso cérebro ao “antigo normal”. “Deixando o digital um pouco de lado e trabalhando o analógico. Quando falta luz ou água, por exemplo, somos atingidos em nossa sensação física, mas com as redes sociais temos também essa sensação.”

    O alerta para os impactos das redes sociais na saúde mental, explica o médico, é principalmente para quem teve sentimentos negativos com a ausência das conexões online.

    “Sempre que existe sofrimento e comprometimento das relações interpessoais, com prejuízos, confusão, intriga, decepção, sensação de baixa valia, precisa subir um alerta vermelho e realmente começar a prestar atenção de que algo precisa mudar”, disse.

    “Esses instrumentos servem para facilitar nosso dia a dia. Mas, quando viram muletas que atrapalham nosso desenvolvimento, precisamos ficar atentos, porque isso pode comprometer de verdade a nossa saúde mental”, completou Fernando Gomes.

    (*Com informações de Raphael Florêncio, da CNN, em São Paulo)

    (Publicado por Daniel Fernandes)