WhatsApp volta a funcionar após 7 horas fora do ar

Aplicativo foi a última rede social a retomar as atividades, após queda dos serviços de rede oferecidos pelo Facebook

Do CNN Brasil Business

em São Paulo

Ouvir notícia

O aplicativo de mensagens WhatsApp voltou a funcionar na noite desta segunda-feira (4). Foi a última das redes sociais a ter a função normalizada, após uma interrupção dos serviços do Facebook ao longo de toda a tarde até o começo da noite. Facebook e Instagram retornaram suas operações por volta das 18h30, assim como o Messenger, também de troca de mensagens.

Em nota via assessora de imprensa, o Facebook, dono das redes sociais afetadas, se desculpou pela interrupção de seus serviços. “Nossas sinceras desculpas a todos os afetados pela interrupção dos serviços do Facebook neste momento. Estamos passando por problemas em nossas redes e nossos times estão trabalhando para resolver essa situação o mais rápido possível”, diz o comunicado assinado por Mike Schroepfer, CTO da empresa.

Nas redes sociais, o Facebook também se posicionou, afirmando que “sente muito”: “Para a enorme comunidade de pessoas e empresas ao redor do mundo que dependem de nós: sentimos muito. Temos trabalhado muito para restaurar o acesso aos nossos aplicativos e serviços e estamos felizes em informar que eles estão voltando a ficar online agora. Obrigado por aguentar isso conosco”, diz o post.

Mark Zuckerberg, o CEO do Facebook e sexto homem mais rico do mundo, perdeu US$ 5,9 bilhões de sua fortuna nesta segunda-feira (4), após uma queda de quase 5% no preço das ações de sua empresa na Nasdaq, a bolsa de tecnologia de Nova York.

A queda veio em um dia conturbado para as empresas de tecnologia como um todo, que sofreram quedas fortes nas bolsas americanas, e para o Facebook em especial.

De acordo com o ranking de bilionários em tempo real da Forbes, o patrimônio de Zuckerberg está agora em US$ 116,8 bilhões. O valor ainda é mais que o dobro de 2020, quando sua fortuna era avaliada em US$ 54,7 bilhões.

Reações

Com a queda dos serviços, muitos migraram para aplicativos como Telegram, que chegou a ficar instável por conta do pico de atividade.

A queda das redes sociais de Mark Zuckerberg também provocou reações em outras redes sociais, principalmente no Twitter, onde usuários reagiram com memes e piadas.

Um levantamento feito pela consultoria Arquimedes, a pedido da CNN, mostra que pelo menos 2,5 milhões de brasileiros mencionaram o nome do WhatsApp, no Twitter, em menos de seis horas, repercutindo o tema.

Ainda de acordo com o estudo, o Facebook foi mencionado por um milhão de pessoas no Brasil, no mesmo período. Segundo o presidente da consultoria Arquimedes, Pedro Bruzzi, “o número impressiona”.

 O que aconteceu?

Os aplicativos e as versões web do WhatsApp, Instagram, Facebook e Messenger ficaram fora do ar no começo da tarde desta segunda-feira (4), por volta de 12h30. Segundo as empresas, a falha — global — aconteceu por conta de um problema entre a comunicação do servidor de origem e o dispositivo de rede.

O motivo da interrupção não foi imediatamente esclarecido. No entanto, vários especialistas em segurança apontaram rapidamente para um problema de Sistema de Nomes de Domínio, conhecido pela sigla em inglês DNS, como um possível culpado.

Por volta das 13h no horário do leste dos EUA, a ThousandEyes, divisão de análise de Internet da Cisco, disse no Twitter que seus testes indicam que a interrupção se deve a uma falha contínua de DNS. O DNS traduz nomes de sites em endereços IP que podem ser lidos por um computador. Geralmente é chamada de “lista telefônica da Internet”.

Segundo o site DownDetector, que monitora sites e apps que não estão funcionando, 38% dos problemas mais notificados no WhatsApp têm relação com o envio de mensagens, bem como no Messenger, enquanto os feeds do Instagram e do Facebook não carregam.

O que disseram as redes?

Após a queda dos serviços, o WhatsApp afirmou que estava “investigando o motivo dessa instabilidade” e que iria “compartilhar novidades” assim que tiver completado a investigação.

Em seu perfil oficial no Twitter, o app de mensagens completou que estava “ciente de que algumas pessoas estão enfrentando problemas com o WhatsApp no momento”. “Estamos trabalhando para que as coisas voltem ao normal e enviaremos uma atualização aqui assim que possível”, afirmou a rede  a tarde desta segunda.

O Facebook também usou o Twitter para se posicionar sobre a situação logo que após a queda.

“Estamos cientes de que algumas pessoas estão tendo problemas para acessar nossos aplicativos e produtos. Estamos trabalhando para que as coisas voltem ao normal o mais rápido possível e pedimos desculpas por qualquer inconveniente”, disse a empresa.

Já o Instagram, por sua vez, chegou a afirmar que a rede social e “seus amigos estão passando por um momento difícil”. “Tenha paciência conosco, estamos trabalhando nisso”, disse a empresa.

Contudo, nenhuma delas ainda comunicou sobre o motivo da falha desta segunda-feira, mesmo após o retorno dos serviços.

Outros casos

Não foi a primeira vez que nem o Facebook, e nem outros sites sofrem interrupções.

O próprio Facebook, também junto com os aplicativos Whatsapp e Instagram, deixou de funcionar por 12 horas no dia 13 de março de 2019.

O evento encabeça a lista dos maiores apagões da internet desde 2012, divulgada em junho pela plataforma global de monitoramento Downdetector.

À época, o Downdetector recebeu 7,5 milhões de relatórios de problemas. De acordo com a empresa, que coleta reclamações de usuários e relatórios quando programas ou aplicativos falham, foi o maior corte em termos de duração e também em termos de notificações de bugs.

A segunda maior interrupção registrada pelo site aconteceu com o YouTube, em outubro de 2018, quando a rede de vídeos deixou de rodar por cerca de uma hora. O Downdetector recebeu 2,7 milhões de relatórios de problemas na ocasião.

O terceiro e quarto lugares, ambos de 2017, foram para interrupções no Snapchat, em 6 de novembro, e no WhatsApp, em 3 de maio: na falha do Snapchat foram geradas 1,8 milhão de denúncias e, na do WhatsApp, outras 1,7 milhão.

Em novembro daquele mesmo ano, também o WhatsApp voltou a ficar fora do ar e foi o responsável por 1,2 milhão de registros de reclamações no Downdetector.

Mais Recentes da CNN