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    Anvisa aprova uso emergencial de medicamento para Covid-19

    Monulpiravir é indicado para pacientes adultos, com quadros leves e moderados, e não substitui a vacina

    Vista da fachada da Anvisa em Brasília
    Vista da fachada da Anvisa em Brasília Estadão Conteúdo

    Renata Souzada CNN

    em São Paulo

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta quarta-feira (4) o uso emergencial do medicamento molnupiravir para tratamento da Covid-19.

    O antiviral, desenvolvido pela empresa Merck Sharp & Dohme (MSD), mostrou, nos ensaios clínicos, efeitos benéficos a pacientes adultos leves e moderados, com capacidade de reduzir os casos de hospitalização e mortes.

    O medicamento deve ser utilizado via oral, em casa e sob prescrição médica. Sua composição ajuda a reduzir as chances do vírus se multiplicar e se reproduzir no organismo humano.

    Em uso em 17 países, o molnupiravir foi aprovado pelas agências regulatórias nos Estados Unidos, na Europa, no Japão, no Reino Unido, na Austrália e também pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    Embora o medicamento seja um avanço como terapia para determinadas condições clínicas causadas pelo coronavírus, a diretora da Anvisa Meiruze Freitas alerta que o molnupiravir não substitui a vacina.

    Indicação

    De acordo com a agência, o medicamento é indicado para tratar a Covid-19 em adultos que não requerem oxigênio suplementar, que apresentam risco aumentado de progressão da doença para casos graves e cujas opções alternativas de tratamento aprovadas ou autorizadas pela Anvisa não são acessíveis ou clinicamente adequadas.

    O molnupiravir deve ser utilizado durante os cinco primeiros dias após o aparecimento dos sintomas e deve ser limitado a cinco dias consecutivos.

    Contraindicações

    A agência reguladora contraindica o uso do medicamento nos seguintes casos:

    • Pacientes com menos de 18 anos de idade;
    • Mulheres grávidas; lactantes ou que tentam engravidar;
    • Tratamento em pacientes que necessitam de hospitalização, uma vez que seus benefícios não foram observados em indivíduos quando o tratamento é iniciado após a hospitalização;
    • Uso por mais de cinco dias consecutivos;
    • Profilaxia pré-exposição ou pós-exposição para prevenção de Covid-19.