Anvisa diz que não há relação entre vacina da Covid-19 e morte de adolescente

Agência destaca que os benefícios da vacinação excedem significativamente os seus potenciais riscos

Anna Gabriela Costada CNN

em São Paulo

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou, nesta segunda-feira (20), que não houve “relação causal entre a administração da vacina e o evento adverso investigado”, referindo-se à morte de uma adolescente que foi vacinada contra a Covid-19, no estado de São Paulo, com o imunizante da Pfizer.

Em encontro com o intuito de obter mais informações em torno da investigação, representantes da área de Farmacovigilância da Anvisa concluíram que “os dados apresentados durante a reunião foram considerados consistentes e bem documentados, indicando a ausência de relação causal entre a administração da vacina e o evento adverso investigado”.

Segundo a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, uma doença denominada “Púrpura Trombótica Trombocitopênica” (PPT) foi a causa do óbito.

“A PTT é uma doença autoimune, rara e grave, normalmente sem uma causa conhecida capaz de desencadeá-la, e não há nenhum relato técnico até o momento que aponte este quadro como evento adverso pós-vacinação após primeira dose de uma vacina contra COVID-19 de RNA mensageiro, como é o caso da Pfizer”, diz a nota.

Investigação

O relatório de investigação elaborado pelo Centro de Vigilância Epidemiológica de São Paulo foi recebido pela Anvisa na noite do último domingo (19), com detalhes de todo o processo de avaliação que concluiu não ser possível atribuir diretamente o óbito à vacinação, informou a agência reguladora.

“A comitiva da Anvisa foi recepcionada pela Coordenadoria de Controle de Doenças – CCD da Secretaria de Estado da Saúde do Estado de São Paulo, que é o órgão responsável por recomendações e adoção de medidas de prevenção e controle de doenças e agravos em saúde. Também participou da reunião especialista em farmacovigilância representando o Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde”, disse a Anvisa.

Agora, a Anvisa irá notificar o caso à Organização Mundial da Saúde (OMS) para avaliação quanto a qualquer possível sinal de segurança.  

Segundo a Anvisa, os achados apontam para a manutenção da relação benefício versus risco para todas as vacinas autorizadas no Brasil, ou seja, “os benefícios da vacinação excedem significativamente os seus potenciais riscos”. 

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