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    Anvisa recebe novos dados do pedido de uso da Coronavac em crianças de 3 a 5 anos

    Agência afirma que vai iniciar a análise técnica e fará reunião com sociedades médicas para discutir dados adicionais do Butantan

    Marcelo Camargo/Agência Brasil

    Lucas Rochada CNN

    em São Paulo

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu novos dados do Instituto Butantan sobre o pedido de autorização do uso da vacina Coronavac, contra a Covid-19, para crianças de 3 a 5 anos.

    De acordo com a Anvisa, as informações adicionais foram recebidas na quarta-feira (1º). A submissão foi acordada em reunião realizada no dia 25 de maio como critério para a continuidade da avaliação do pedido.

    A Anvisa informou que irá iniciar a análise técnica. Além disso, a equipe vai realizar reunião com representantes de sociedades médicas para discussão sobre os dados adicionais encaminhados pelo Instituto Butantan. Foram convidados representantes da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI), Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) e Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco).

    A Anvisa recebeu o pedido do Instituto Butantan para incluir a faixa etária de 3 a 5 anos na indicação da Coronavac no dia 11 de março.

    A Coronavac já é usada em crianças e adolescentes em diferentes países, incluindo China, Hong Kong, Chile, Equador, Colômbia, Tailândia e Camboja.

    A China autorizou o uso da vacina em crianças a partir de três anos em junho de 2021. O Chile anunciou a mudança da faixa etária em setembro, contemplando inicialmente crianças de 6 a 12 anos. A ampliação para a faixa etária acima de 3 anos foi aprovada pela agência sanitária chilena em novembro.

    A Colômbia começou a vacinar crianças com o imunizante em novembro de 2021. Até o início de fevereiro, 4,2 milhões de crianças de 3 a 11 anos já haviam recebido a vacina.

    Em janeiro, a Tailândia autorizou o uso da Coronavac em crianças e adolescentes de 3 a 17 anos. Em fevereiro, foi a vez do Camboja, Equador e Hong Kong.

    Características como eficácia, segurança e capacidade de gerar resposta imunológica foram avaliadas a partir de ensaios clínicos em diferentes países, como África do Sul, Chile, Malásia, Filipinas e Quênia.

    Países como Malásia, República Dominicana e Paraguai aprovaram a administração da Coronavac para crianças maiores de 5 anos.