Anvisa recebe pedido de uso emergencial de vacina da Sinopharm

A solicitação foi feita pela Blau Farmacêutica, laboratório responsável pela vacina no Brasil

Giovanna Galvani, da CNN, em São Paulo

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recebeu nesta segunda-feira (26) o pedido de uso emergencial da vacina da farmacêutica chinesa Sinopharm. O pedido foi recebido por solicitação da Blau Farmacêutica, laboratório responsável pela vacina no Brasil.

Segundo a Anvisa, as primeiras 24 horas serão utilizadas para uma “triagem” na documentação necessária para tais pedidos. Caso esteja tudo conforme o esperado, o prazo de análise do pedido pode ser de sete ou 30 dias, “a depender do caso específico”, explicou a agência em nota. 

Apesar da Sinopharm não ter realizado nenhuma fase de testes do imunizante no Brasil, isso não impede que a vacina seja aprovada para um possível uso emergencial, ressalta a Anvisa. Se forem necessárias informações suplementares, elas serão solicitadas ao longo do processo.

Em relação à eficácia, dados de um estudo publicado no Journal of the American Medical Association no mês de maio mostram que, após duas doses do imunizante da Sinopharm, foi registrado mais de 70% de eficácia contra casos sintomáticos da Covid-19. 

Já utilizada em países como China, Emirados Árabes e Peru, a vacina teve uso emergencial autorizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em maio de 2021.

No Brasil, o ministro Marcelo Queiroga, da Saúde, afirmou em seu depoimento à CPI da Pandemia que havia intenção de negociar doses da vacina da Sinopharm para o Brasil, mas que o custo poderia ser elevado em relação a outras disponíveis.

“Há possibilidade dessa vacina ser produzida a partir do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) enviado da China em território nacional. Se isso for possível, o Ministério vai apoiar”, afirmou na ocasião.

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