Após orientação da Anvisa, estados e capitais suspendem vacinação de gestantes

Algumas capitais optaram pela substituição de vacinas para prosseguir sem interrupção com a campanha de vacinação de mulheres grávidas; confira a lista

Julyanne Jucá, Victória Cócolo e Weslley Galzo, da CNN, em São Paulo

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Diversos estados e capitais acataram à recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para suspender imediatamente a aplicação de doses da vacina Oxford/Astrazenec, produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em gestantes. A orientação foi expedida nesta segunda-feira (10).

Em nota técnica, o órgão regulador afirmou que os gestores públicos deveriam seguir as indicações que constam na bula do imunizante e somente recorrer a vacinas “off label” (recomendação que diverge do laboratório que produziu a droga) em casos de apresentação de prescrição médica que indique a necessidade da aplicação da vacina.

A bula da vacina contra a Covid-19 da Oxford/AstraZeneca não recomenda que gestantes utilizem o imunizante sem orientação médica. A Anvisa pediu aos representantes do Executivo que sigam as instruções emitidas pelo Ministério da Saúde no Programa Nacional de imunização (PNI). 

Nesta terça-feira (11), ao menos seis prefeitos e treze governadores ordenaram a suspensão do uso do imunizante. As Secretarias Estaduais de Saúde de São Paulo e Rio de Janeiro – os primeiros estados que anunciaram a suspensão – determinaram que a vacinação seja interrompida a partir de hoje até que o PNI divulgue novas diretrizes para a imunização do grupo de mulheres grávidas e puérperas.

Em nota, a secretaria estadual de Saúde do Tocantins, que também suspendeu a vacinação de grávidas com doses da AstraZeneca afirmou que alguns municípios grávidas com e sem comorbidades estavam sendo imunizadas com a vacina AstraZeneca. “No momento, não há relatos de sintomas adversos nas grávidas tocantinenses imunizadas com a vacina”, diz o comunicado. 

Mulher grávida
Anvisa orienta suspensão do uso da vacina da Oxford/Astrazeneca em mulheres grávidas
Foto: Divulgação / Pixabay

Entre as capitais, Salvador, Aracaju, Goiânia, Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro anunciaram a suspensão da aplicação da vacina Oxford/AstraZeneca em gestantes. Alguns desse prefeitos, no entanto, preferiram substituir o imunizante para continuar com a campanha de vacinação destinada às mulheres grávidas, como fizeram as secretarias municipais de Saúde de Aracaju, Goiânia e Porto Alegre, que orientaram o uso da vacina da Pfizer.

A capital paulista não prosseguirá com a vacinação de gestantes, mas anunciou nesta terça-feira (11) a ampliação da campanha aos seguintes grupos: metroviários, ferroviários, mães de recém-nascidos com comorbidades e pessoas com deficiência permanente inscritos no Benefício de Prestação Continuada (entre 55 e 59 anos).

Em nota, outras quatro prefeituras (Curitiba, Belo Horizonte, Manaus, Recife e Florianópolis) se posicionaram sobre a determinação da Anvisa e informaram que seguirão normalmente com a campanha em seus territórios, porque utilizam a vacina da Pfizer desde que anunciaram a convocação do grupo.  

O prefeito de Recife, João Campos (PSB), usou as redes sociais para emitir a posição do município em relação às orientações da Anvisa. “Como fez desde o início, o Recife segue vacinando gestantes e puérperas exclusivamente com a Pfizer, vacina que passou por estudos específicos para este público. A medida foi adotada antes da decisão da Anvisa que recomendou a suspensão do uso da AstraZeneca para grávidas”, escreveu.

Onde muda e o que muda?

Estados

  • Rio de Janeiro (suspende Oxford/AstraZeneca)
  • São Paulo (suspende Oxford/AstraZeneca)
  • Roraima (suspende Oxford/AstraZeneca)
  • Tocantins (suspende Oxford/AstraZeneca)
  • Bahia (suspende Oxford/AstraZeneca)
  • Pernambuco (suspende Oxford/AstraZeneca)
  • Maranhão (suspende Oxford/AstraZeneca)
  • Santa Catarina (suspende Oxford/AstraZeneca)
  • Rio Grande do Sul (suspende Oxford/AstraZeneca)
  • Mato Grosso (suspende Oxford/AstraZeneca)
  • Mato Grosso do Sul (suspende Oxford/AstraZeneca)
  • Espírito Santo (suspende Oxford/AstraZeneca)
  • Pará (suspende Oxford/AstraZeneca)

Municípios

  • Aracaju (suspende Oxford/AstraZeneca e substitui por Pfizer)
  • Goiânia (suspende Oxford/ AstraZeneca e substitui por Pfizer)
  • Porto Alegre (suspende Oxford/ AstraZeneca e substitu por Pfizer)
  • Rio de Janeiro (suspende Oxofrd/ AstraZeneca)
  • São Paulo (suspende Oxford/ AstraZeneca)
  • Salvador (suspende Oxford/AstraZeneca)

Utilizam Pfizer e continuam vacinando grávidas normalmente

  • Curitiba
  • Manaus
  • Recife
  • Florianópolis
  • Belo Horizonte
  • São Luis

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