Boa Vista, Natal e Macapá suspendem 2ª aplicação da Coronavac por falta de doses

Entregas de novas doses ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde deverão ser retomadas na primeira semana de maio

Capitais brasileiras suspendem aplicação de segunda dose de Coronavac por falta de imunizante
Capitais brasileiras suspendem aplicação de segunda dose de Coronavac por falta de imunizante Foto: Reprodução/Polícia Militar de Goiás

Tiago Tortella*, da CNN, em São Paulo

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Pelo menos três capitais brasileiras suspenderam a vacinação da segunda dose da Coronavac por falta de imunizantes: Boa Vista, Natal e Macapá. 

A primeira cidade a interromper a aplicação esta semana foi Natal, na segunda-feira (19). Em comunicado, a prefeitura explicou que recebeu 10.560 doses da vacina na sexta-feira (16), mas que mais de 9.000 delas foram aplicadas durante o final de semana. As 920 doses restantes foram aplicadas no início da segunda-feira. 

O governo do estado, em nota enviada à CNN, afirmou que “o Ministério da Saúde confirmou o envio ao Rio Grande do Norte de mais 51.400 doses dos imunizantes contra a Covid-19. As vacinas chegam às 12h10 desta sexta-feira (23), no Aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Serão 10.400 doses da CoronaVac/Butantan e 41.000 doses da vacina de Oxford/Fiocruz”.

As novas doses devem ser repassadas aos municípios em até 24 horas após o recebimento do lote. A vacinação em Natal continua com a primeira dose da vacina da Fiocruz, assim como a segunda dose de quem recebeu esse imunizante. 

Já na terça-feira (20), Macapá aplicou todas as doses disponíveis da Coronavac, suspendendo a segunda dose dos idosos na quarta-feira (21). A prefeitura informou que 2.400 doses do imunizante e 6.400 doses da vacina da AstraZeneca devem chegar na sexta-feira (23). 

Na capital Amapaense, a segunda dose em idosos é aplicada apenas com a vacina do Butantan. A imunização dos grupos de risco continua com a vacina da AstraZeneca.

Também na quarta-feira, Boa Vista anunciou a falta do imunizante do Butantan. Em nota enviada à CNN, “a Prefeitura de Boa Vista esclarece que vem atuando de acordo com o que preconiza o Ministério da Saúde, aplicando as doses respeitando estritamente o público-alvo definido pelo Plano Nacional de Operacionalização contra Covid-19 (PNO). Contudo, a quantidade de doses recebidas pelo Município para a aplicação da 2ª dose está menor do que o público-alvo anunciado”. 

O município deveria ter recebido o repasse de 7.700 doses do imunizante para completar o esquema vacinal dos idosos de 65 a 69 anos de idade, mas que até o momento recebeu apenas 4.700 doses.

A vacinação continua acontecendo normalmente para o grupo prioritário que está recebendo a 1ª dose da Astrazeneca, que são as pessoas de 60 a 64 anos de idade. A prefeitura informou ainda que há 8.075 doses em estoque deste imunizante, sendo 5.830 para a primeira dose e 2.245 para segunda dose.

De acordo com o Instituto Butantan, por meio do governo de São Paulo, as entregas das novas doses de Coronavac ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde deverão ser retomadas na primeira semana de maio.

Em nota enviada à CNN, o governo de Roraima disse que “não confirma o atraso na distribuição de doses e esclarece que o município de Boa Vista tem 12.552 doses em estoque, conforme consta no vacinômetro (www.saude.rr.gov.br/vacinometro), atualizado pelo próprio município. 

Ainda segundo o estado, a capital antecipou a vacinação de pessoas com 63 anos e usou doses destinadas a segunda vacina para aumentar a faixa etária de vacinação, após Ministério da Saúde mudar a orientação e liberar o uso das vacinas armazenadas para 2ª dose. Nesta sexta (23) chegaram 6.800 novas doses de vacinas, das quais mais da metade foram repassadas para a Prefeitura Municipal de Boa Vista.

A prefeitura de Boa Vista afirmou, também em nota, que utilizou todo o estoque disponível e que o vacinômetro está desatualizado.

*Sob supervisão de Ludmila Candal

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