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    “Boom” de casos de influenza ocorreu por falta de vacinação, diz infectologista

    À CNN, Lina Paola afirmou que o foco apenas na vacinação contra a Covid foi um dos fatores que impulsionaram o aumento de registros da doença

    Pessoas caminham por rua de comércio popular em São Paulo
    Pessoas caminham por rua de comércio popular em São Paulo 19/06/2020REUTERS/Amanda Perobelli

    Produção de Ludmila Candalda CNN

    em São Paulo

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    Casos de gripe cresceram mais de 1300% na capital São Paulo, ao comparar dados de dezembro com o mês de novembro, segundo levantamento da Agência CNN. Em entrevista à CNN, a infectologista da Beneficência Portuguesa Lina Paola afirmou que uma das razões deste aumento é a falta de vacinação da população contra influenza.

    “O que levou ao ‘boom’ foi a falta de vacinação [contra a gripe], pois focamos muito na vacinação contra a Covid-19 e, por ficarmos em confinamento durante muito tempo, os pacientes ficaram sem ir aos postos de saúde e aos hospitais para receber a vacina”, disse a médica.

    Paola citou outros fatores que contribuíram para a disparada dos casos, como a ocorrência de uma nova mutação na Austrália — que já está circulando em São Paulo —, o clima frio e a flexibilização do uso de máscaras em um momento em que “há bastante reunião familiar”.

    A infectologista também explicou como as pessoas podem diferenciar sintomas da gripe dos sintomas de coronavírus.

    “É muito difícil identificar, mas a influenza logo de início apresenta uma temperatura muito alta no paciente, de 37° a 40°, com sintomas de coriza, dor de cabeça”, disse.

    “Já a Covid tem uma série de sintomas que podem ser diferentes, desde acometimento na pele, conjuntivite e outros. Além disso, pode ser que a falta de ar não apareça logo de cara, apenas cerca de 7 a 13 dias depois, mais tardiamente do que a influenza”, acrescentou.

    Paola afirmou que influenza “é mais aguda” e a apresentação da febre no paciente é mais intensa do que aquela evidenciada em infectados com Covid.

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