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    Brasil teve mais de uma morte por Aids por hora em 2022, diz relatório da ONU

    Em todo o mundo foi registrada uma morte por minuto

    Daniela MallmannGabriel Damiãoda CNN

    Belo Horizonte

    Ao menos 13 mil pessoas morreram no Brasil em decorrência da Aids em 2022, de acordo com relatório da Unaids, programa da Organização das Nações Unidas (ONU) que tem como objetivo coordenar uma resposta global à epidemia de HIV/Aids.

    O dado, divulgado na quinta-feira (13), aponta que o país registrou cerca de 1,48 morte por Aids a cada hora no ano passado.

    Ainda de acordo com a Unaids, uma pessoa morreu em decorrência da Aids por minuto em todo o mundo em 2022. Foram 620 mil óbitos em 2022.

    O relatório, intitulado “O Caminho que põe fim à AIDS”, traz dados e estudos de caso que destacam que o fim da AIDS é uma escolha política e financeira. Segundo o levantamento, países e lideranças que já estão seguindo esse caminho estão obtendo resultados extraordinários.

    A ONU estipulou três metas para colocar fim na pandemia da doença até 2030.

    São elas:

    1. 95% das pessoas que vivem com HIV conheçam seu status sorológico;
    2. 95% das pessoas que sabem que vivem com HIV estarem em tratamento antirretroviral que salva vidas;
    3. 95% das pessoas em tratamento estarem com a carga viral suprimida.

    Como está o desempenho do Brasil?

    Das três metas, o Brasil conseguiu atingir apenas a terceira, alcançando os 95%. As outras duas estão em 88 e 83%, respectivamente.

    Aids no Brasil hoje

    As estimativas em 2022 no Brasil apontaram para 990 mil pessoas vivendo com HIV, destas 723 mil realizam tratamento antirretroviral.

    Cerca de 50 mil pessoas foram diagnosticadas com novas infecções no ano passado.

    Aids no mundo hoje

    Em todo o mundo, as estimativas de 2022 mostram que são 39 milhões de pessoas vivendo com AIDS e 29,8 milhões em tratamento antirretroviral. Novas infecções por HIV representaram 1,3 milhão.

    Cerca de 9,2 milhões de pessoas ainda não têm acesso ao tratamento, incluindo 660 mil crianças que vivem com HIV. Mulheres e meninas ainda são desproporcionalmente afetadas, especialmente na África subsaariana.

    O financiamento para o combate ao HIV também diminuiu em 2022, tanto de fontes internacionais quanto domésticas, retornando ao mesmo nível de 2013.

    Foram US$ 20,8 bilhões (cerca de R$ 100 bilhões) em 2022, muito aquém dos US$ 29,3 bilhões (cerca de R$ 140 bilhões) necessários até 2025.