Butantan afirma que doses suspensas da Coronavac seguem critérios de qualidade

Instituto divulgou nota do laboratório Sinovac, produtor da Coronavac na China, que afirma já ter enviado à Anvisa documentos para aprovação de Boas Práticas de Fabricação

Vacina Coronavac contra a Covid-19
Vacina Coronavac contra a Covid-19 Walterson Rosa/MS

Lucas Rochada CNN

em São Paulo

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O Instituto Butantan informou neste domingo (5) que as doses da vacina Coronavac suspensas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) estão de acordo com o critério de qualidade. O instituto divulgou uma nota enviada pelo laboratório Sinovac, da China, responsável pela produção do imunizante.

“A fim de aumentar as capacidades de produção para uso global, a Sinovac construiu várias novas linhas de envase em nossa sede de Yonda e essas linhas de envase já foram inspecionadas e aprovadas pela autoridade da China (NMPA) em março de 2021. Mais de 840 milhões de doses de CoronaVac envasadas e embaladas neste local foram distribuídas globalmente além do Brasil”, diz a nota.

No sábado (4), a Anvisa suspendeu a distribuição e o uso de mais de 12 milhões de doses da Coronavac que foram envasadas em fábrica não inspecionada pela agência. Todas as doses já tinham sido encaminhadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Segundo a nota da Sinovac, o laboratório já enviou à Anvisa documentos necessários para a aprovação das Boas Práticas de Fabricação, incluindo relatório de comparabilidade de produtos, de validação de processo e de estabilidade do produto. “Ainda estamos trabalhando em estreita colaboração com nosso parceiro, Instituto Butantan, para alguns requerimentos adicionais de documentos/informações conforme exigência da Anvisa”, diz o texto.

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, afirmou em entrevista à CNN que a proibição do uso de doses da Coronavac envasadas em uma fábrica da China não inspecionada é cautelar, e deve ser revista nos próximos dias.

Com informações de Jorge Fernando Rodrigues, da CNN.

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