Butantan entrega mais 2 milhões de doses de Coronavac ao Ministério da Saúde

Entrega totaliza 66.850 milhões de doses entregues pelo instituto desde começo da pandemia; governo paulista voltou a cobrar doses da Pfizer

Manuela Niclewics, da CNN, em São Paulo

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O Instituto Butantan entregou mais 2 milhões de doses da Coronavac nesta segunda-feira (9) para o Programa Nacional de Imunizações, do Ministério da Saúde.  Com a nova entrega, o Butantan já disponibilizou 66.850 milhões de doses da Coronavac criada pelo laboratório chinês Sinovac e produzida no Brasil.

Durante a entrega, o governo paulista informou o aumento do índice da população adulta vacinada no estado, mas voltou a cobrar por mais doses do imunizante da Pfizer para manter seu cronograma de vacinação contra Covid-19.

As vacinas liberadas hoje fazem parte do segundo contrato firmado com o Ministério da Saúde, de 54 milhões de vacinas. O primeiro, de 46 milhões, foi concluído em 12 de maio. 

Durante a entrega, o governo paulista informou que 83% da população adulta do estado já tomou uma dose da vacina contra Covid-19 e 24,9% as duas doses.

“Vamos ultrapassar 40 milhões de pessoas vacinadas com primeira dose no estado. Deve passar até as 11h da manhã. Maior número absoluto de pessoas com primeira dose em todo o Brasil”, disse o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

Produção de vacina Coronavac no Butantan
Produção de vacina Coronavac no Butantan -22/1/2021
Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Cobrança por mais doses de Pfizer

O secretário de saúde do estado Jean Gorynchtein voltou a cobrar mais doses da Pfizer para manter o cronograma de vacinação do estado.

Na semana passada, o governo paulista acusou o Ministério da Saúde de entregar um aporte 50% menor do imunizante da Pfizer contra Covid-19 para o estado. Segundo Doria, o estado deixou de receber 228 mil doses, o que poderia afetar o calendário de vacinação de adolescentes no estado.

O Ministério da Saúde negou a afirmação e disse que fez uma compensação na entrega das doses, considerando que o estado estava mais abastecido pelas entregas do Butantan. O governo paulista informou na ocasião que enviara um ofício ao Ministério da Saúde e o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, chegou a dizer que “judicialização é direito de todos”, mas que “não era o melhor caminho”.

“Para considerar uma pessoa devidamente imunizada precisamos das duas doses das vacinas. Para progredir precisamos de vacinas, por isso nosso constrangimento quando tivemos um aporte menor de vacinas, isso afeta todo o nosso planejamento, os nossos cálculos”, afirmou Gorynchtein.

Nesta segunda-feira (9), o governo de São Paulo voltou a dizer pode levar a questão à Justiça se não receber nova remessa de doses da Pfizer.

“Estive em Brasília expondo a indignação do estado de São Paulo por não termos recebido 50% das doses da Pfizer. Além de uma conversa pessoal, conversei com a equipe técnica. Havia uma discordância entre as nossas equipes. Ainda estamos em negociação e vamos continuar lutando pelas nossas 228 mil doses. Se não tivermos essas doses teremos sim que lutar na justiça.”, disse Gorynchtein.

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