Butantan: Testes do soro Covid-19 mostraram melhora em carga viral e inflamação

Em entrevista à CNN Rádio, Anna Marisa Chudzinski Tavassi explicou como funcionará a testagem em humanos

Soro anti-Covid desenvolvido pelo Butantan (2-05-2021)
Soro anti-Covid desenvolvido pelo Butantan (2-05-2021) Foto: Reprodução / CNN

Amanda Garcia, da CNN

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Os resultados dos testes em animais com o soro contra a Covid-19 do Instituto Butantan mostraram resultados positivos um dia após a aplicação. A informação foi confirmada pela diretora de inovação do Butantan, Ana Marisa Chudzinski Tavassi, em entrevista à CNN Rádio, nesta quarta-feira (26).

Ontem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou os testes clínicos – em humanos – para o soro.

Segundo Ana Marisa, a fase de testagem em animais teve bom andamento: “Um dia após o tratamento, os resultados mostraram diminuição tanto da carga viral, quanto claramente uma diminuição do processo inflamatório.”

Por ser um produto novo, há etapas que devem ser seguidas. A diretora contou que a ideia surgiu em março do ano passado pensando em fazer algo “sem a necessidade de importação de insumos” e, desde então, a pesquisa evoluiu.

“Em 5 meses já tínhamos produzido o soro, por conta da infraestrutura do Butantan, que tem fazenda, fábrica, expertise, profissionais de qualidade”, completou.

Testes clínicos

Na primeira etapa dos testes, serão 60 pacientes para a avaliação da segurança e da dose ideal. Depois disso, serão mais 700 pessoas a serem estudadas.

Os pacientes deverão, segundo Ana Marisa, cumprir uma série de pré-requisitos: “O desenho é feito para um grupo específico de pacientes e tem que ser assim para o resultado ser homogêneo e provar que faz efeito.”

Por esse motivo, não é possível precisar ao certo quanto tempo esta fase irá demorar. Como os casos no Brasil estão em alta, porém, a diretora acredita que não será um desafio encontrar o perfil para a testagem.

Ana Marisa ainda fez um alerta: “O soro é alternativa para quem estiver infectado, não foi imunizado, ou que não respondeu à imunização e que desenvolveu a doença, não substitui a vacina.”

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