
Calor acima de 31°C exige atenção redobrada, alerta cardiologista a Kalil
Dra. Gláucia Maria Moraes de Oliveira explica que o corpo humano sofre alterações significativas quando a temperatura ultrapassa a corporal, exigindo cuidados especiais
O calor intenso que atinge diversas regiões do Brasil exige atenção redobrada com a saúde, especialmente quando as temperaturas ultrapassam os 31°C. Em entrevista ao CNN Sinais Vitais, a cardiologista Gláucia Maria Moraes de Oliveira, professora titular da UFRJ, o organismo humano começa a sentir os efeitos negativos das altas temperaturas quando elas superam a temperatura corporal normal, que é de aproximadamente 36°C. a 37°C.
"Quando nós temos uma temperatura que ultrapassa a temperatura corporal, que nossa, é 36, 37 graus, cada elevação de cerca de 1 centímetro, então, se a gente sai de 30 para 31 graus, o nosso corpo já sente", explica a especialista. Segundo ela, o corpo humano possui termoreceptores na pele e nos órgãos internos que detectam essas variações térmicas.
A médica alerta que o calor excessivo provoca uma aceleração do débito cardíaco e da circulação sanguínea, o que aumenta significativamente o risco de desidratação. Além disso, órgãos vitais como coração, cérebro e rins podem ser comprometidos quando expostos a temperaturas elevadas por períodos prolongados.
"Isso faz com que nós tenhamos um risco muito maior de ter desidratação, o risco de ter alteração referente ao coração, ao cérebro, ao rim", ressalta a cardiologista. Ela enfatiza que é necessário ter cuidados especiais durante períodos de calor intenso, incluindo hidratação constante, evitar exposição direta ao sol nos horários mais quentes e ficar atento aos sinais de alerta que o corpo pode apresentar, como tontura, fadiga excessiva e diminuição do volume urinário.


