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    Câncer de ovário mata 7 em cada 10 mulheres no Brasil, diz Febrasgo

    Doença, que tem os sintomas silenciosos, acomete mais de seis mil mulheres por ano no Brasil

    Ingrid Oliveirada CNN

    em São Paulo

    O câncer de ovário é uma doença que acomete mais de seis mil mulheres todos anos anos no Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca).

    De acordo com a Febrasgo, (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) 7 em cada 10 pacientes morrem em decorrência da doença no país.

    No domingo, 8 de maio, é estipulado o Dia Internacional de Combate ao Câncer de Ovário para que mulheres observem os sinais e sintomas da doença, e façam exames de rotina — estabelecendo um diagnóstico precoce.

    Nesta sexta-feira (6), no quadro Correspondente Médico, do Novo Dia, o neurocirurgião Fernando Gomes explica que nem sempre a doença mostrará sintomas e isso pode dificultar o diagnóstico.

    “O grande problema dessa doença é a questão anatômica e como ela se manifesta no começo. A pessoa pode não ter sintoma nenhum”, afirmou.

    Quando os sintomas do câncer de ovário surgem, os principais sintomas são: dor e inchaço na região abdominal principalmente no baixo-ventre; náuseas; perda de apetite; sensação de prisão de ventre ou até mesmo um desbalanço intestinal com diarreia e fadiga.

    “Se a pessoa apresentar sintomas, vai precisar procurar o médico, conversar com ginecologista e estabelecer o diagnóstico e tratamento”, disse Gomes.

    De acordo com o Inca, o câncer de ovário é a segunda neoplasia ginecológica mais comum, atrás apenas do câncer do colo do útero.

    Causas e diagnóstico

    O médico explica que as principais causas do câncer de ovário podem estar associadas a diversos fatores como a idade, ele acomete mais as mulheres acima dos 50 anos, com menopausa tardia, aumentando chances de terem o câner de ovário.

    Gomes cita outros fatores como mutações genéticas como o BRCA1 e BRCA2, histórico familiar, e excesso de gordura corporal.

    “Por isso precisamos prestar atenção na saúde do nosso corpo sempre”, disse.

    O neurocirurgião afirma que o diagnóstico pode ser feito nas consultas de rotina. As mulheres, se apresentarem qualquer um desses critérios devem ficar mais atentas e informar ao médico.

    Segundo o Inca, o diagnóstico precoce desse tipo de câncer é possível em apenas parte dos casos, pois a maioria só apresenta sinais e sintomas em fases mais avançadas da doença.

    “O relaionamento íntimo da mulher com a sua saúde, usando a ginecologia, é fundamental para identificar fatores de risco e fazer o diagnóstico precoce”, aponta.

    Em relação ao tratamento, a abordagem pode ser variada. Normalmente, cirurgia de remoção do tumor e quimioterapia são usadas para tratar o câncer de ovário.

     

    Errata: Esse texto foi atualizado em 9 de maio, com a informação de que o dado de que 7 em cada 10 mulheres morrem de câncer de ovário no país é da Febrasgo e não do Inca.