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    Casos de dengue aumentam 189% no Brasil em 2022; saiba como prevenir a doença

    Registros de Zika crescem 98,8% e de chikungunya sobem 89,4% em comparação com 2021, de acordo com dados do Ministério da Saúde

    Breno Esaki/Agência Saúde DF

    Lucas Rochada CNN

    em São Paulo

    O Brasil apresenta um aumento significativo de casos de dengue, de acordo com o mais recente boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Os dados, que consideram os registros da doença até a primeira semana de setembro, apontam que houve um aumento de 189,1% de casos em comparação com o mesmo período de 2021. Até o dia 5 de setembro, foram contabilizados 1.337.413 casos prováveis de dengue no país.

    Especialistas afirmam que cuidados básicos semanais contribuem para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor de doenças como dengue, Zika e chikungunya.

    Neste ano, a região Centro-Oeste apresenta a maior taxa de incidência de dengue, com 1.867,3 casos/100 mil habitantes, seguida das regiões: Sul (1.018,0 casos/100 mil hab.), Sudeste (494,4 casos/100 mil hab.), Nordeste (398,5 casos/100 mil hab.) e Norte (227,6 casos/100 mil hab.).

    Os municípios que apresentaram os maiores registros de casos prováveis de dengue foram: Brasília (DF), com 62.265 casos, Goiânia (GO), com 49.675 casos, Joinville (SC), com 21.365, Aparecida de Goiânia (GO), com 21.164 casos, Araraquara (SP), com 20.937 casos e Anápolis (GO), com 19.881.

    Segundo o ministério, foram confirmados 1.304 casos de dengue grave e 16.114 casos de dengue com sinais de alarme no país em 2022. Até o momento, foram confirmados 854 mortes por dengue, sendo 737 por critério laboratorial e 117 por critério clínico epidemiológico. Os estados que apresentaram o maior número de óbitos foram: São Paulo (259), Goiás (111), Paraná (96), Santa Catarina (88) e Rio Grande do Sul (66). Outras 227 mortes permanecem em investigação.

    Outras arboviroses

    Os dados do Ministério da Saúde também apontam aumentos em outras arboviroses, como Zika e chikungunya, que também são transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

    Até o momento, foram registrados 9.916 casos prováveis de Zika no país, uma taxa de incidência de 4,6 casos por 100 mil habitantes. Os dados representam um aumento de 21,1% no número de casos em comparação com 2019 e de 98,8% em relação ao ano de 2021. De acordo com o boletim, não foram notificados óbitos pela doença no país em 2022.

    Em relação à chikungunya, foram registrados 162.407 casos prováveis neste ano. Em comparação com o ano de 2019, houve aumento de 35,8% para o mesmo período analisado. Quando comparado ao ano de 2021, ocorreu um aumento de 89,4% casos até a primeira semana de setembro. Neste ano, a região Nordeste apresentou a maior incidência (243,7 casos/100 mil hab.), seguida das regiões Centro-Oeste (34,2 casos/100 mil hab.) e Norte (25,3 casos/100 mil hab.).

    Medidas de prevenção

    Do ovo à fase adulta, o ciclo de desenvolvimento do Aedes aegypti leva de sete a dez dias. Por isso, a intervenção semanal pode interromper esse processo e diminuir significativamente a incidência das doenças.

    “Cada fêmea pode colocar até 1.500 ovos, por isso é importante olhar a casa com ‘olhos de mosquito’, procurando todo e qualquer local que acumule água e possa ser usado para reprodução do vetor”, afirma Denise Valle, pesquisadora do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz).

    Qualquer recipiente que permita o acúmulo de água parada pode se tornar um foco em potencial para a reprodução do Aedes aegypti. Pneus, vasos de planta, caixa d’água, bandeja da geladeira, calhas, galões, baldes, garrafas e entulho estão entre os principais criadouros do mosquito.

    “Quanto maior a quantidade de mosquitos, maiores são as chances de transmissão desses vírus. Todos os anos reforçamos a mensagem de que a fêmea do Aedes espalha seus ovos por diversos locais. Não podemos nos tranquilizar e encerrar a verificação se no primeiro ambiente já forem encontrados ovos ou larvas. Na verdade, devemos ficar ainda mais alertas e procurar mais atentamente em locais próximos, pois certamente haverá outros criadouros”, afirma Denise.

    Para facilitar a rotina de verificação semanal dos principais focos do mosquito, pesquisadores da Fiocruz desenvolveram uma cartilha chamada “10 minutos contra o Aedes”. O material disponível online destaca os pontos que precisam de atenção nas residências que podem ser marcados após cada vistoria.