Casos de dengue aumentam 55% na cidade do Rio de Janeiro em 2022

Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro registrou 604 notificações para a doença desde o início do ano

Qualquer objeto que permita o acúmulo de água pode representar um potencial criadouro do Aedes aegypti
Qualquer objeto que permita o acúmulo de água pode representar um potencial criadouro do Aedes aegypti Breno Esaki/Agência Saúde DF

Isabelle Salemeda CNN

no Rio de Janeiro

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O número de casos de dengue aumentou 55% na capital fluminense de janeiro a abril desse ano em comparação com o mesmo período de 2021. Os dados são da Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, que registrou 604 notificações para a doença desde o início do ano. Nos quatro primeiros meses de 2021, foram relatados 390 casos.

Na avaliação do secretário municipal de Saúde, Rodrigo Prado, o cenário epidemiológico atual pode indicar, na realidade, que houve uma subnotificação dos casos em 2021.

“A gente também tem que ser realista e entender que 2021 foi um ano atípico, foi um ano de Covid. Os esforços da secretaria estavam muito voltados para Covid, então, assim a gente não sabe realmente se os números são números tão fiéis assim. A gente não sabe se esse aumento de 55% realmente aconteceu”, afirmou.

As doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como dengue, Zika e chikungunya, tendem a aumentar no período do verão. “Quando a gente pega nossa série histórica, esse número de casos que a gente tem hoje está dentro do esperado. Não é um número maior do que o esperado. Então, a gente continua monitorando, continua acompanhando”, disse.

Apesar do crescimento no número de casos registrados, o número de mortes pela doença permaneceu estável. No período, foi registrado um óbito por dengue na capital fluminense, mesmo número do período de janeiro a abril de 2021.

O secretário de Saúde reforça que a contribuição da população se faz essencial para conter o avanço da doença, além do trabalho dos agentes de saúde.

“O que é importante em relação à dengue é as pessoas, indivíduos, fazerem sua parte. Dois terços dos focos estão nas residências. Então, é importante que cada um gaste pelo menos dez minutos de seu tempo para, na sua casa, procurar possíveis depósitos de água”, lembrou o secretário.

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